Uma empresa espanhola ganhou o concurso de 43 milhões de euros da Força Aérea para quatro aviões de ataque a fogos, foi alugar dois aos donos da empresa que ficou em segundo lugar.
A notícia que faz a capa da edição desta semana do ‘Expresso’ conta que ambas as empresas estão também envolvidas no Cartel del Fuego espanhol, que envolveu 32 suspeitos que foram levados a tribunal.
As duas empresas envolvidas, portuguesas mas detidas por espanhóis, participaram no concurso em causa em 2020, no entanto, a empresa que o venceu, a Agro-Montiar, foi alugar dois aviões à Martínez Ridao, empresa dona da que ficou em segundo lugar no concurso, a CCB Serviços Aéreos.
As empresas são apontadas por manipulação de mercado e preços, bem como por corromperem políticos com ofertas de carros, estadas em hotéis, relógios, joias ou armas, conta o ‘Expresso’.
Este esquema envolve várias empresas em Espanha que têm o mesmo modus operandi, concorrem aos concursos, e o vencedor partilha os lucros com os restantes envolvidos.
Em Portugal, a Força Aérea confirmou ao semanário que tem conhecimento do Cartel del Fuego, processo que foi arquivado pelo Ministério Público no nosso país, e acredita que, “na presente data, não estão identificados quaisquer factos suscetíveis de participação criminal”.




