Ações da Tesla podem estar sobrevalorizadas. Custos de produção elevados e concorrência mais barata ameaçam empresa de Elon Musk, alerta especialista

Um professor da Universidade de Nova Iorque prevê que as ações da Tesla estejam sobrevalorizadas e que o preço possa cair a pique. Aswath Damodaran aponta o aumento dos custos de fabrico e a concorrência no mercado dos carros elétricos como fatores de risco para os investidores.

Filipe Pimentel Rações

Um professor da Universidade de Nova Iorque prevê que as ações da Tesla estejam sobrevalorizadas e que o preço possa cair a pique. Aswath Damodaran aponta o aumento dos custos de fabrico e a concorrência no mercado dos carros elétricos como fatores de risco para os investidores.

Citado pelo “Daily Express’, o académico alerta que o preço das ações da Tesla de Elon Musk poderá estar bastante acima do verdadeiro valor, apontando que “os custos de fabricar um carro elétrico poderão continuar a subir”. Isso poderá levar os investidores a considerarem não investir numa empresa que poderá não ter capacidade para competir com uma concorrência com capacidade para praticar preços mais baixos. O especialista identifica a fabricante chinesa de automóveis elétrico Neo como sendo um potencial forte concorrente da Tesla, por vender carros elétricos por valores mais reduzidos.



As ações da Tesla estão a ser negociadas nos 769 dólares, à altura da escrita deste artigo, o que representa um aumento de 33,34% face a ano passado. No entanto, desde o início do ano as ações da fabricante de carros elétricos já registaram perdas de mais de 35%, tendo começado 2021 nos 1.200 dólares, de acordo com dados do Nasdaq.

A produção de veículos elétricos tem vindo a sofrer desde 2020, primeiro com à escassez de semicondutores devido aos prolongados confinamentos do início do período pandémico e à suspensão da atividade de várias fábricas, e agora devido à cada vez mais reduzida oferta de baterias elétricas para uma procura que é crescente.

O CEO da Stellantis, Carlos Tavares, já havia previsto que o mercado irá registar uma oferta insuficiente de baterias para carros elétricos até 2025 ou 2026, e que manter essa gama de automóveis acessíveis à classe média será um dos grandes desafios da indústria, à medida que os veículos a combustível fóssil vão ficando para trás.

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