Depois de já ter anunciado que terminou os novos investimentos e exportações para a Rússia, encerrou a produção, venda e publicidade da marca Heineken e anunciou que não iria aceitar nenhum benefício financeiro ou lucro dos negócios na região, a empresa de cerveja disse esta segunda-feira que decidiu deixar a Rússia.
“Após a revisão estratégica anunciada anteriormente de nossas operações, concluímos que a propriedade da Heineken no negócio na Rússia não é mais sustentável nem viável no ambiente atual. Como resultado, decidimos deixar a Rússia”, pode ler-se no comunicado divulgado pela empresa.
A Heineken explica depois que pretende transferir de forma organizada os negócios da Rússia para um novo proprietário, seguindo as leis internacionais e locais, mas que para garantir a segurança dos colaboradores e minimizar o risco de nacionalização, vão continuar as operações, que foram recentemente reduzidas, durante o período de transição.
Com a transferência, a empresa diz que não vai obter quaisquer lucros e espera ainda registar perdas por imparidade e outros encargos excecionais de cerca de 0,4 mil milhões de euros no total. Quando estiver completa a transferência, “a Heineken já não estará mais presente na Rússia”.
A empresa vai ainda garantir os salários dos 1.800 funcionários na Rússia até ao final de 2022, sendo que também quer fazer os possíveis para proteger o futuro dos seus empregos.
Sobre a situação na Ucrânia, a Heineken disse estar chocada e profundamente triste e acrescentou que continuam “a esperar que um caminho para um resultado pacífico surja no curto prazo”.




