Ouro sobe com a possibilidade de mais sanções prejudicarem o crescimento global

O ouro segue em alta esta segunda-feira, depois de um fim de semana onde houve uma escalada das sanções aplicadas à Rússia depois da invasão à Ucrânia, e numa altura em que há receios de que esta situação pode atingir significativamente o crescimento económico global.

Mariana da Silva Godinho

O ouro segue em alta esta segunda-feira, depois de um fim de semana onde houve uma escalada das sanções aplicadas à Rússia depois da invasão à Ucrânia, e numa altura em que há receios de que esta situação pode atingir significativamente o crescimento económico global.

Neste momento, o ouro ganha 1% para 1.906 dólares por onça, depois de na semana passada ter registado o valor mais elevado desde o final de 2020, perto de 1.953 dólares por onça.



Entre as sanções aplicadas está uma multa ao Banco Central da Rússia que evita que este use as reservas cambiais para evitar as sanções. O banco central aumentou a taxa de juro para o valor mais elevado em quase duas décadas e está a impor um maior controlo aos fluxos de capital para proteger a economia russa da queda acentuada do rublo, segundo a ‘Bloomberg’.

O banco central russo também decidiu no domingo retomar as compras de ouro no mercado interno, após uma pausa de dois anos.

“O propósito de comprar ouro (no mercado interno) é monetizá-lo quando for necessário”, diz Nicky Shiels, responsável de estratégia de metais da MKS PAMP SA, numa nota a que a publicação teve acesso.

Os bancos russos também foram excluídos no domingo do sistema SWIFT, que suporta biliões de dólares em transações.

A principal preocupação agora é a questão sobre se este caos financeiro vivido pode prejudicar o crescimento económico global ou mesmo necessitar de medidas por parte da Reserva Federal dos EUA, em termos de fornecimento de dólares.

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