Ágil, nos processos e no mindset

Opinião de Lígia Gonçalves Pereira, Diretora Serviços Globais da Repsol Portuguesa

Executive Digest

Por Lígia Gonçalves Pereira, Diretora Serviços Globais da Repsol Portuguesa

 



O paradigma organizacional está em processo de transformação, com as empresas a imporem-se como verdadeiros organismos vivos. A filosofia de organizations as a machine está caduca e já não se adequa nem responde aos desafios atuais, que continuam a crescer numa base diária e aos quais os stakeholders esperam respostas.

A criação de valor encetou um novo processo, reinventado e adaptado aos diferentes destinatários, que são muitos e de diferentes origens. Os modelos de negócio modulares e inovadores garantem uma customização sem precedentes e vão ao encontro da tão almejada personalização. A digitalização por seu turno liberaliza a informação, permite conhecer melhor o que querem os clientes e incrementa a transparência, obrigando as empresas – e a própria sociedade civil – a uma comunicação multidirecional. O digital e o físico já não são dois mundos separados, mas sim parte de uma mesma realidade.

O conceito de project based organization nunca fez tanto sentido como nos dias de hoje. A cocriação, alicerçada em equipas multidisciplinares, por projeto, é um imperativo categórico para aproveitar as oportunidades da tecnologia. Para dar consistência e coerência a esta filosofia, é imprescindível definir e partilhar uma visão e propósito que seja percecionado por todos, que espolete o envolvimento pessoal e emocional para este processo de mudança cultural.

Devido à estreita interação entre as tarefas do projeto e as estratégias da organização, os produtos e serviços são aperfeiçoados ao mesmo tempo que as pessoas adquirem diferentes conhecimentos e competências, que lhes permite fazer face aos desafios emergentes.

Se é verdade que a linha linear de desenvolvimento já não entra no léxico deste tipo de companhia, não é menos verdade que o ziguezague permite a paragem em diferentes lugares, um empoderamento das equipas, a preparação de novos líderes e constrói um mindset preparado para a mudança, confortável na constante incerteza da evolução tecnológica.

A criação, na Repsol, da Unidade de Serviços Globais em 2018 espelha a visão de customer centric, com visão global ent-to-end em todo a cadeia de valor com os diferentes stakeholders e a capacidade de adaptação a um novo mundo, com ciclos de mudança cada vez mais curtos e imprevisíveis.

Numa estratégia multienergética, com diferentes produtos essenciais para a sociedade, o digital a todos os níveis assume grande preponderância e é determinante para uma organização mais eficiente em todos os processos e com uma capacidade de resposta que se quer cada vez mais ágil e rápida. Uma unidade como a dos Serviços Globais, com a independência e idoneidade para questionar constantemente o status quo, deverá funcionar como um trigger na tão necessária mudança cultural e de mentalidades.

 

 

 

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