A Ryanair criticou hoje a aprovação de 2,6 mil milhões de euros de apoio estatal à companhia aérea portuguesa e pede à Comissária Europeia Margrethe Vestager a libertação de slots no aeroporto de Lisboa até ao Verão.
A companhia aérea irlandesa pede que a libertação das slots não seja ainda adiada até ao inverno de 2022, e reforçou o pedido anterior à Comissão Europeia para que o apoio estatal à TAP fosse acompanhado por medidas de concorrência realistas que reduzissem o domínio dos slots da companhia aérea.
Para a empresa, esta seria a forma mais justa de promover a concorrência e o interesse dos consumidores.
“Não há justificação económica para conceder a uma companhia aérea como a TAP mais de 2,6 mil milhões de euros em auxílios estatais, protegendo-a da concorrência no Aeroporto da Portela, em Lisboa. A Comissária Margrethe Vestager errou, claramente, ao não exigir à TAP a entrega de pelo menos 30% dos seus slots diários em Lisboa, equivalente à redução de 30% da sua frota. A decisão da Comissária em adiar esta entrega mínima de 5%, equivalente a 18 slots diários, desde o Verão até ao Inverno de 2022, prejudica ainda mais a concorrência e as escolhas dos consumidores em Lisboa e irá atrasar a recuperação do Aeroporto da Portela, no decorrer da pandemia”, afirmou Michael O’Leary, CEO do Grupo Ryanair.
O’Leary lançou assim o apelo à Comissária Margrethe Vestager para “parar de conceder auxílios estatais a transportadoras aéreas nacionais sem futuro, e que comece a promover a concorrência e o interesse dos consumidores, acelerando os desinvestimentos significativos de slots o mais cedo possível, mesmo quando as transportadoras aéreas nacionais recebem biliões de euros em auxílios estatais desperdiçados”.
Um dia depois de ter aprovado o plano de reestruturação da TAP e a ajuda estatal de 2.550 milhões de euros, impondo, porém, alguns ‘remédios’, a Comissão Europeia ressalva que a TAP “desempenha um papel fundamental no crescimento do turismo e da economia portuguesa no seu conjunto e é um empregador significativo em Portugal”, tendo sido responsável, em 2019, por mais de 50% das chegadas e partidas no aeroporto de Lisboa, daí a aprovação do novo regime português.










