Economista-chefe do BCE lembra que “inflação é temporária” e promete crescimento económico em 2022

“A inflação está bastante alta agora, mas achamos que vai cair no próximo ano. E se olharmos para a situação de médio prazo, a taxa [de inflação] ainda está muito baixa, abaixo da nossa meta de 2%”, defende o especialista.

Fábio Carvalho da Silva

O Banco Central Europeu (BCE) está a viver uma batalha histórica contra a inflação, na zona euro, como não era visto desde a década de 1990, no entanto para o economista chefe da instituição financeira, Philip Lane,o aumento do índice de preços é “temporário”, como já anunciou Christine Lagarde.

Em entrevista ao jornal espanhol ‘El País’, Lane prevê ainda “haverá um forte crescimento em 2022”.



“A inflação está bastante alta agora, mas achamos que vai cair no próximo ano. E se olharmos para a situação de médio prazo, a taxa [de inflação] ainda está muito baixa, abaixo da nossa meta de 2%”, defende o especialista.

Para Lane o aumento do índice de preços é explicado pela força da recuperação económica global e sublinha: “a situação em que nos encontramos agora é muito diferente da dos anos 70 e 80″.

Confrontado com o atraso dos países do sul, como Espanha e Portugal, e com a crise das cadeias de abastecimento, Lane mantém a perspetiva positiva e lembra que “se espera uma boa temporada turística em 2022” e que a escassez nas cadeias “acabará por terminar no próximo ano”.

“Nos próximos anos, o alto investimento público e privado  apoiará particularmente os países como Espanha e Itália. Desta vez, a situação é totalmente diferente de há 12 anos [onde se verificou um crescimento a duas velocidades depois da crise financeira]. Talvez estejamos a correr a velocidades diferentes, mas a Europa vai recuperar bem ao longo do próximo ano”, acrescenta o economista-chefe do BCE.

No que toca às cadeias de abastecimento, Lase defende que “a rápida recuperação também fez com que as previsões sobre a procura de energia tenham ficado aquém do esperado. Essa situação pode agora durar mais do que gostaríamos, mas essas dores de cabeça não vão eliminar o dinamismo básico da recuperação”, frisou o economista-chefe.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.