Graças às subidas das cotações no mercado de ações, a fortuna conjunta das 400 pessoas mais ricas dos Estados Unidos que aparecem na lista da Forbes de 2021 cresceu 40%. O valor conjunto destas fortunas é de 4,5 biliões de dólares, o montante mais alto desde a criação desta tabela.
Para entender o quão filantrópica é cada uma das 400 pessoas mais ricas dos EUA, a Forbes atribuiu notas de um a cinco à caridade dos mais ricos, mediante os montantes atribuídos, e o peso dos mesmos na fortuna dos multimilionários.
Neste momento, as pontuações são as mais baixas de sempre. Apenas oito multimilionários chegaram à nota máxima, o que significa que doaram 20% ou mais da sua fortuna. No ano passado, este número estava fixado no dobro.
Warren Buffett mantém o primeiro lugar na tabela. Só em junho, o “pai” do investimento doou 4,1 mil milhões de dólares em ações da Berkshire Hathaway, o que ajudou a levar o total de suas contribuições para 44 mil milhões de dólares.
Já MacKenzie Scott, após o seu divórcio de Jeff Bezos, em 2019 tem sido outra protagonista no que toca à filantropia. Desde julho de 2020, a empresária enviou cerca de 8,6 mil milhões de dólares para aproximadamente 800 organizações.
Apesar de já ter doado 13% da sua fortuna (estando atualmente com quase cinco pontos), o preço das ações da Amazon subiu o suficiente para tornar Scott ainda mais rica do que no ano passado, tendo o seu património líquido aumentado de 57 mil milhões de dólares para 58,5 mil milhões de dólares.
Por outro lado, Jeff Bezos, a pessoa mais rica da Forbes 400 pelo quarto ano consecutivo, recebeu mais uma vez a pontuação mínima, apesar de ter doado 200 milhões de dólares ao Instituto Smithsonian e outros 200 milhões ao comentador político Van Jones e o chef Jose Andres.
Já o ex-casal e agora apenas dupla mais filantrópica do mundo, Bill Gates e Melinda French Gates, doaram, a título pessoal, mais de 30 mil milhões de dólares através da sua fundação. Aliás, grande parte das doações de Buffett foram para a Fundação Gates, que recebeu quase 50 mil milhões de dólares. O investidor, que fez 91 anos em agosto, deixou o conselho da organização em junho.







