A PepsiCo e a Levi Strauss foram as primeiras marcas a chegarem-se à frente este trimestre, anunciando a subida dos preços dos seus produtos, devido ao galopar da inflação.
Os analistas compreendem a posição de ambos os ‘players’. Entre os muitos exemplos analisados pelo Credit Suisse no seu último relatório macroeconómico que a maré da evolução de preços foi “impressionante”.
Já para Andrea Teixeira, do J.P.Morgan, comentou em entrevista à CNBC que a PepsiCo “vai continuar a sentir o impacto da inflação e a enfrentar os desafios nas cadeias de abastecimento”.
Na quarta-feira foi a vez da cervejeira Corona Constellation Brands explicar que “ serão necessários aumentos nos preços e um programa de redução de custos, para combater os gastos com commodities, incluindo alumínio, diesel e madeira.
Desde 2011, o mercado das commodities sofreu uma queda de superior a 41%, de acordo com a análise da Bloomberg.
Neste período, o preço da platina sofreu um “trambolhão” de 43%, o açúcar e o algodão caíram 30%. Os preços da prata e do níquel registaram quedas de 23%, o cobre caiu 3%, o gás natural 10% e o petróleo 26%, de acordo com a agência de informação norte-americana.
As quedas nas commodities levaram os bancos centrais a injetar estímulos sem precedentes para incentivar o crescimento e o aumento dos preços. No entanto, com a pandemia e a consequente recuperação tudo mudou: a inflação está acima dos 5% nos EUA, e dos 2% na zona euro.
O futuro é incerto, mas são muitas as instituições e analistas que preveem um aumento dos preços nas matérias primas, nos próximos temos. Os últimos relatórios do Goldman Sachs e JP Morgan apontam para uma subida nos preços de até 22%, até ao final de 2021.







