Desde o início do ano, EUA cortaram pela metade exportações de gás para Espanha

Os EUA e a Rússia estão estrangular o fornecimento de gás para a Europa e o encerramento do gasoduto Magreb pode mesmo pôr em causa a segurança dos cidadãos.

Fábio Carvalho da Silva

Os EUA e a Rússia estão estrangular o fornecimento de gás para a Europa e o encerramento do gasoduto Magrebe pode mesmo pôr em causa a segurança dos cidadãos.

As autoridades argelinas planeiam transportar o gás natural diretamente para Espanha, através da empresa MEDGAS, dispensando assim o  gasoduto, cujo contrato expira a 31 de outubro.

Segundo dados da Strategic Reserves Corporation, até julho, as exportações de gás natural, provenientes das centrais norte-americanas, sofreram uma queda de  47,7%, passando de 41.480 GWh em 2020 para 21.701 GWh este ano. 

Atualmente, Washington representa apenas 9% da oferta, quando em dezembro de 2020, representavam cerca de 14%. A Argélia continua no topo da tabela, com 56% da quota de mercado espanhol.

A crise do gás está a alastrar-se pelo mundo. Perante a escassez, os  produtores europeus de eletricidade são obrigados a colocar as metas climáticas de lado e a recorrerem ao carvão.

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Segundo a Bloomberg, um grande Hub europeu prevê a chegada de um novo carregamento deste material a 200 dólares a tonelada métrica já no próximo mês, o maior desde 2008. A agência recolheu os dados da plataforma globalCOAL, mas a empresa em questão pediu para não ser identificada.

A Europa está a enfrentar uma crise de energia se precedentes, depois de um longo inverno que deixou o bloco sem stock. A compra desenfreada das nações asiáticas, e o fornecimento limitado da Rússia e da Noruega, têm levado as empresas do velho continente a lutar a “ferro e fogo”, por gás liquefeito no mercado Spot.

Durante uma conferência no Dubai esta semana, Marco Saalfrank, responsável pelos negócios da gigante Axpo Solutions AG na Europa foi claro: “Já começámos a recorrer ao mercado do carvão, mas também aqui começamos a sentir um aperto”.

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