“Sem pagamentos a prestações manuais escolares tornam-se frequentemente inacessíveis”, revela plataforma de E-commerce

Como explica Maria Amélia Teixeira, gestora da plataforma, “as grandes compras, como o material escolar, ou tecnologia, revelam-se frequentemente inacessíveis, a menos que as prestações sejam possíveis.”

Fábio Carvalho da Silva

Os pagamentos a prestações são cada vez mais procurados pelos portugueses, sobretudo entre agosto e setembro, altura, em que as férias e o regresso às aulas obrigam as famílias a esticarem as carteiras.

Estas exigências, que já eram usuais no comércio tradicional, estão agora muito presentes no comércio eletrónico. Em declarações à Executive Digest, a plataforma portuguesa de e-commerce Insania confessa que “tivemos que abrir os pagamentos a prestações, garantir entregas no próprio dia, e manter constantes a chegada de novos produtos originais e personalizáveis, para continuarmos competitivos”.



Como explica Maria Amélia Teixeira, gestora da plataforma, “as grandes compras, como o material escolar, ou tecnologia, revelam-se frequentemente inacessíveis, a menos que as prestações sejam possíveis.”

A gestora esclarece ainda que, “para além do investimento em processos e procedimentos, as plataformas de e-commerce estão a aproximar-se das filosofias do comércio tradicional para garantirem uma resposta híbrida às tendências de mercado”.

“Num mundo globalizado e com oferta infindável, os comerciantes sentem a necessidade de se aproximarem dos seus nichos de mercado, e desenvolverem soluções “tailor made”, remata a gestora.

Mais de metade dos portugueses faz compras online

Segundo um um estudo da Marktest, mais de metade dos portugueses realiza compras pela internet (56,8% ), e o fator “ter preços mais baixos” é o mais relevante para a escolha das lojas online.

O comércio online tem crescido ao longo dos últimos anos e a pandemia, com o respetivo confinamento, fizeram disparar a procura: atualmente 4,8 milhões de portugueses assumem comprar produtos através de plataformas digitais e 42% já o fazem pelo menos uma vez por mês.

Estas são as conclusões do Barómetro E-commerce da Marktest, um relatório que incluiu entrevistas a 2.262 indivíduos, realizadas entre março e maio de 2021.

Neste relatório, o fator “ter preços mais baixos” foi o mais representativo (58,4%), seguindo-se da “disponibilidade do artigo” (33,2%), “conhecer a marca” (31,7%), “métodos de pagamento utilizados” (30,3%) e as “boas avaliações dos utilizadores” (30%).

Agosto e setembro são meses de esperança para as plataformas

A reabertura da economia no início de abril provocou uma quebra de 25% nas vendas online, em junho, em comparação com o mês de março deste ano, de acordo com a empresa especializada em serviços de pagamento, euPago.

Como afirma a fintech portuguesa “esta queda acentuada poderá ser explicada pelo fim de muitas medidas restritivas da liberdade de circulação e pela abertura das lojas físicas, que permitiram que os portugueses retomassem alguns dos seus hábitos de consumo tradicionais”.

A pesquisa revela ainda que a descida abrupta do volume de negócios refletiu-se em todos os meios de pagamento, inclusive no multibanco e no MB Way, que representam cerca de 85% do volume de transações desses clientes. O MB Way, apesar de ter registado uma quebra de 13% no número de transações entre março e junho deste ano, continua a ser o meio de pagamento que mais cresce em Portugal (cerca de 10% por mês).

Apesar de o mês de julho ter mantido a tendência, agosto apresenta sinais de uma retoma promissora para quase todos os negócios do setor digital. Tendo em conta os dados verificados nos primeiros dias do mês, é expectável que o volume de faturação destes clientes ascenda aos 40 milhões de euros (mais 8 milhões do que em junho) e o número de transações aumente cerca de 40%.

Num ano típico, setembro atinge um crescimento de 10% relativamente a agosto, impulsionado pelo fim das férias e pelo regresso às aulas. Se se confirmar este comportamento, os comerciantes vão faturar 50% mais do que em junho, um crescimento significativo em apenas 3 meses, fundamental para atenuar os efeitos da pandemia na economia portuguesa e nos comerciantes.

Esta análise resulta de uma amostra de 200 clientes de diferentes áreas de negócio e-commerce.

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