Maior mineradora do mundo desiste do petróleo e gás. Será este o fim dos combustíveis fósseis?

A BHP Group, um dos gigantes mundiais de mineração, está a considerar vender os seus negócios de petróleo e afastar-se do setor de petróleo e gás. Esta mudança deve-se à pressão dos acionistas sobre a empresa para reduzir sua pegada de carbono.

André Manuel Mendes

A BHP Group, um dos gigantes mundiais de mineração, está a considerar vender os seus negócios de petróleo e afastar-se do setor de petróleo e gás. Esta mudança deve-se à pressão dos acionistas sobre a empresa para reduzir sua pegada de carbono.

Com exploração de petróleo e gás na Austrália, Golfo do México, Trinidad e Tobago e Argélia, a BHP produz o equivalente a cerca de 300.000 barris de óleo por dia. No entanto, revelou hoje, segundo a ‘Euronews’, que pode estar a fechar um acordo com a Woodside Petroleum, o seu maior concorrente.



O lucro da BHP aumentou 42% para 14,5 mil milhões de euros em 2021. Apesar disso, eles estão a considerar vender os seus negócios de petróleo. “Confirmamos que estamos em negociações com a Woodside”, disse a BHP em comunicado divulgado pela ‘Euronews’.

A BHP prometeu em setembro passado reduzir as suas emissões em 30% na próxima década e atingir o zero líquido até 2050. Como resultado, os acionistas têm pressionado a empresa a reduzir o seu envolvimento no setor de hidrocarbonetos (gás natural, petróleo e carvão), apostando nas energias renováveis.

Já em 2020 a empresa tinha afirmado que pretendia vender a sua participação em duas minas de carvão, permitindo assim atingir as metas climáticas de Paris.

O carvão, petróleo e gás natural produzem grandes quantidades de dióxido de carbono quando queimados. São estas que se prendem na atmosfera e levam ao aquecimento global, que tem impactos fatais sobre a vida humana, animal e vegetal.

Recorde-se que as conclusões do sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU revelam que a temperatura global pode subir mais de 1,5ºC nos próximos 20 anos. O mesmo relatório revela que as emissões de combustíveis fósseis devem ser reduzidas a metade nos próximos 11 anos.

 

 

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