“Adeus” aos produtos low cost “made in China”? Subida do preço das cadeias de abastecimento coloca Europa em cheque

Os produtos “Made in China” low cost estão em risco. O aumento dos preços do transporte marítimo, agravaram o custo do fornecimento das cadeias de abastecimento em todo o mundo.

Fábio Carvalho da Silva

Os produtos “Made in China” low cost estão em risco. O aumento dos preços do transporte marítimo, agravaram o custo do fornecimento das cadeias de abastecimento em todo o mundo.

Em entrevista à CNBC, Fang Xueyu, diretor de marketing da  empresa chinesa de eletrodomésticos Hisense, fez saber que o preço de transporte de mercadorias, em contentores “já subiu cinco vezes desde o início do ano, de 3.000 dólares para os 15.000 dólares, um valor injusto, se considerarmos que estes produtos demoram entre uma semana, a um mês a saírem da China e a chegarem à Europa.



O transporte marítimo “está a viver um ano de loucos, primeiro foi a interrupção do canal do Suez (pelo navio Ever given), depois foi o bloqueio do porto de exportação Guangzhou em junho”, acrescentou Xueyu.

“A Europa está a sofrer com demasiados distúrbios no sistema logístico”, referiu Alexander Klose, diretor de operações no estrangeiro startup chinesa de carros elétricos, Aiways.

Segundo os dados de Pequim, referentes ao primeiro semestre, as exportações para a União Europeia registaram um crescimento homólogo de 35,9%, para os 230 milhões de euros.

No entanto, de acordo com James Root, sócio da consultoria de gestão Bain, estes números “são concentrados em grandes empresas, já que das cerca de 3.400 empresas chinesas que operam internacionalmente, apenas cerca de 200 ganham mais de mil milões de dólares (886 milhões de euros), com exportações.

“Temos que entender que a Lenovo, Haier e Huawei, são exemplos de topo, o tecido empresarial chinês é mais do que isso e a Europa precisa deste tecido”, remata Root, em declarações à imprensa norte-americana.

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