BP deixa perdas para trás e encerra 1.º semestre a ganhar 6,5 milhões de euros

Petrolífera prevê aumentar os dividendos em 4% e anuncia recompra de ações para reconquistar investidores.

Ana Sofia Ribeiro

A BP obteve lucros atribuídos de 7.783 milhões de dólares (6.545 milhões de euros) no primeiro semestre do ano, face a perdas atribuíveis de 21.213 milhões de dólares (17.840 milhões de euros) no mesmo período do ano anterior.

Em comunicado enviado à Bolsa de Valores de Londres, e citado pelo ‘Cinco Días’, a petrolífera indicou que o lucro antes de impostos cifrou-se em 11.680 milhões de dólares (9.822 milhões de euros) no primeiro semestre, ante um prejuízo bruto de 26.128 milhões de dólares (21.973 milhões de euros) nos primeiros seis meses de 2020.



A receita total no primeiro semestre de 2021 atingiu os 74.090 milhões de dólares (62.309 milhões de euros), um aumento de 43,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as compras entre janeiro e junho foram de 36.897 milhões de euros (31.030 milhões de euros), acrescentou a empresa.

As despesas de produção foram no primeiro semestre de 13.420 milhões de dólares (11.286 milhões de euros), enquanto as despesas de exploração foram de 206 milhões de dólares (173 milhões de euros), disse a BP, que divulga os seus resultados em dólares por ser a divisa com que se transaciona o petróleo.

A dívida líquida da empresa atingiu 32.706 milhões de dólares (27.505 milhões de euros) entre janeiro e junho, um decréscimo de 20,07% face ao mesmo semestre do ano anterior.

O CEO da empresa, Bernard Looney, disse, esta terça-feira, que este é um ano destinado a transformar a BP “numa empresa de energia integrada”. “E estamos a progredir”, adiantou o responsável, referindo-se aos bons resultados alcançados.

Looney acrescentou que, face ao bom desempenho, a BP aumentará os dividendos por ação ordinária em 4%, para 5,46 centavos, e dará início à recompra de títulos por 1,4 bilhão de dólares (1,177 bilhão de euros).

A petrolífera destaca também que tem feito grandes progressos com o lançamento de vários projetos de grande envergadura, nomeadamente na Índia, Egipto, Angola e Golfo do México, ao mesmo tempo que tem alargado os seus projectos de energias renováveis, adiantando que tem intenção de entrar no concurso para campos eólicos na Escócia e na Noruega.

A empresa mostra-se confiante na recuperação do mercado de petróleo e do gás, alavancado pelo aumento da procura este ano, decorrente de melhores perspetivas macroeconómicas, do aumento da vacinação contra a covid-19 e do levantamento gradual das restrições a nível mundial.

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