Restrições da pandemia “rouba” 5 mil milhões de euros aos restaurantes

Os restaurantes deverão fechar este ano com perdas de cinco mil milhões de euros, segundo as previsões da Pro.Var, uma das associações que representam o setor.

Revista de Imprensa

As restrições da pandemia e o fim dos apoios financeiros ao setor podem gerar perdas de cinco mil milhões de euros até ao final do ano para os restaurantes, uma situação “catastrófica”, traçada por Daniel Serra, presidente da Pro.Var, uma das associações que representam o setor.

Segundo o ‘Correio da Manhã’, em dois anos de pandemia, “o setor terá acumulado perdas próximas do que ganhava em 2019, quando valia nove mil milhões”.



Os empresários aguardam, por isso, com ansiedade a resolução do Conselho de Ministros desta quinta-feira, com novas medidas em cima da mesa, com margem para “alargar” o funcionamento das atividades económicas, como avançou o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

Daniel Serra defende, em declarações ao ‘CM’, que “não servirá de nada mexer no número de clientes por mesa ou nos horários se o certificado digital ou o teste negativo forem obrigatórios para entrar nos restaurantes”.

Com a medida nos concelhos de maior risco aos fins de semana, o jornal reporta casos de restaurantes com perdas acima dos 90% nas salas interiores e o responsável fala mesmo numa “discriminação gravíssima” face aos que têm esplanada, onde o atestado não é pedido. Pior ainda, revelou a associação, quando têm surgido casos de certificados inválidos no acesso aos restaurantes, mesmo com o cliente completamente vacinado há mais de 14 dias.

Também a AHRESP, a associação mais representativa do setor, pede o fim da “dualidade de critérios”, embora a secretária-geral Ana Jacinto não peça o fim dos atestados de vacinação à entrada: se o documento for para manter, diz, deveria permitir também a reabertura de bares e discotecas.

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