Embora fortemente atingida pelas medidas restritivas impostas por vários países em plena pandemia, a indústria do transporte aéreo está a apresentar os primeiros sinais de recuperação, segundo os dados publicados esta segunda-feira pelo Eurostat.
De acordo com o gabinete de estatística europeu, é preciso recuar a março de 2020 para ver o primeiro impacto no setor, com uma diminuição de 44% no número total de voos comerciais na União Europeia, em comparação com o mesmo mês de 2019.
Com as restrições para travar a propagação da Covid-19, e as consequentes mudanças nas preferências de viagem, as quedas mais substanciais no número de voos comerciais foram registadas em abril (-91%, em comparação com o mesmo mês de 2019), em maio (-90%) e em junho ( -84%).
No pico do verão de 2020, a recuperação foi apenas “parcial”, segundo indica o relatório, com quedas de 64% em julho e 53% em agosto, a que se seguiram novas quedas observadas nos meses seguintes.
Volvido mais de um ano sobre o início da pandemia, e embora os primeiros meses deste ano não tenham mostrado sinais de recuperação – janeiro com -68% quando comparado com o mesmo mês de 2019 (Portugal registava no primeiro mês do ano -65.2%), fevereiro com -73%, março com -71% e abril com -70% -, a situação começou a melhorar nos últimos dois meses, com maio a registar -67% e junho -54%.
De acordo com o Eurostat, em termos absolutos, o número de voos comerciais ascendeu a 302.200 em junho de 2021, face aos 663 mil em junho de 2019.
Os aeroportos portugueses estão também a seguir a tendência europeia, com o de Lisboa a registar -65.4% em maio e -51.5% em junho, o do Porto -61.2% em maio e -46.9% em junho, e Faro com -67.1% em maio e -45% em junho, face aos mesmos meses de 2019.











