Covid-19: Hoje é dia de reunião do Infarmed. Peritos e políticos avaliam situação antes da próxima fase do desconfinamento

Numa semana repleta de decisões que o Governo tem de tomar, esta terça-feira acontece a já conhecida «reunião do Infarmed», na qual se juntam peritos e especialistas que habitualmente se ocupam da situação pandémica portuguesa.

Simone Silva

Numa semana repleta de decisões que o Governo tem de tomar, esta terça-feira acontece a já conhecida «reunião do Infarmed», na qual se juntam peritos e especialistas que habitualmente se ocupam da situação pandémica portuguesa, em conjunto com elementos do Executivo.

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O evento tem início às 10 horas e será composto por uma primeira parte expositiva e aberta ao público, como habitualmente, onde são divulgadas infirmações sobre a crise de saúde pública em Portugal, e os respetivos indicadores epidemiológicos. Na segunda parte, à porta fechada, o Governo discute esses mesmos dados com os peritos que os apresentaram.

O objetivo passa por avaliar a evolução da pandemia em Portugal, no sentido de perceber o impacto das medidas tomadas, sobretudo numa altura em que já se iniciaram duas fases do plano de desconfinamento definido pelo Executivo. A próxima etapa está prevista para 19 de abril (segunda-feira), sendo também aqui avaliado se existem condições para que a mesma avance ou não.

Uma das hipóteses em cima da mesa, avançada a 1 de abril pelo primeiro-ministro, António Costa, é que alguns municípios possam ver o seu desconfinamento travado, caso ultrapassem em duas avaliações quinzenais seguidas, o limite de 120 casos por 100 mil habitantes, definido pelo Governo.

Uma informação confirmada por Luís Marques Mendes, no seu habitual espaço de comentário na ‘SIC’, no domingo. «A terceira fase do desconfinamento, prevista para dia 19, vai continuar», garantiu, sublinhando no entanto que «é muito provável que o Governo venha a decretar confinamentos locais em vários concelhos onde a situação é mais grave», referiu.

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29 concelhos acima do limiar de risco

A Direção Geral da saúde (DGS) atualizou na sexta-feira o mapa dos municípios, onde constam 29 concelhos com mais de 120 novos casos por 100 mil habitantes, ou seja, acima do limiar que o Governo definiu para o desconfinamento.

A análise dos municípios diz respeito ao período compreendido entre os dias  24 de março e 6 de abril, e representa uma subida face à atualização anterior, em que existiam 26 munícios nesta situação.

Atualmente o cenário mais preocupante vive-se no Alandroal, no Alentejo, e no Nordeste, nos Açores. Seguem-se Barrancos, Moura, Odemira, Machico, Rio Maior, Vila Franca do Campo e Portimão, com níveis igualmente elevados.

A última avaliação de risco feita pelo Governo, no início deste mês, identificou 19 concelhos do Continente com mais de 120 novos casos por 100 mil habitantes. Uma semana depois dessa avaliação, 15 dos 19 concelhos ainda se mantinham acima dessa linha.

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Espera-se que na quinta-feira o Governo volte a avaliar a situação de risco do Continente usando dados mais atualizados do que os divulgados até então. Veja aqui a lista completa dos concelhos em maior risco.

Indicadores pandémicos com tendência crescente e Portugal a amarelo na matriz de risco

Portugal mantém-se fora do quadrante verde da matriz de risco desenvolvida pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Governo para avaliar o avanço ou recuo do plano de desconfinamento, estando atualmente a amarelo.

O índice de transmissibilidade (o chamado Rt) situa-se nos 1,04 a nível nacional, tendo apresentando uma tendência crescente ao longo dos últimos dias, segundo o mais recente boletim da DGS, atualizado na segunda-feira.

Todas as regiões portuguesas à exceção do Centro e do Alentejo registam um Rt, acima de 1, revelou na sexta-feira mesmo dia o Instituto Nacional Ricardo Jorge (INSA).

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«Desde dia 10-02-2021 que se observa um aumento do R(t), o que sugere a inversão da tendência de decréscimo da incidência de SARS-CoV-2, dando lugar a uma tendência estável ou ligeiramente crescente», acrescentou o INSA, no seu último relatório.

A incidência, por seu turno, subiu para 70 casos de infeção por cada 100 mil habitantes, em todo o País, nos últimos 14 dias.

Recorde os próximos passos do plano de desconfinamento

Depois de a 15 de março e a 5 de abril terem sido retomadas um conjunto de atividades, desde o ensino ao comércio, a próxima fase do plano de desconfinamento deve acontecer, se tudo correr como previsto, a 19 de abril (segunda-feira).

A confirmar-se, nesse dia, espera-se que sejam retomadas as aulas presenciais do ensino secundário e superior e que reabram cinemas, teatros, auditórios, salas de espetáculos, bem como lojas do Cidadão com atendimento presencial por marcação, todas as lojas e centros comerciais e ainda restaurantes, cafés e pastelarias (máximo quatro pessoas ou seis em esplanadas), até às 22h ou 13h ao fim-de-semana e feriados.

Ainda neste dia está previsto que sejam retomadas todas as modalidades desportivas de médio risco, as atividades físicas ao ar livre até 6 pessoas e ginásios sem aulas de grupo, os eventos exteriores com diminuição de lotação e também os casamentos batizados com 25% de lotação.

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A última fase do plano, sujeita a confirmação, acontece a 3 de maio, com a reabertura dos restaurantes, cafés e pastelarias (máximo de seis pessoas ou 10 em esplanadas) sem limite de horário, a retoma de todas as modalidades desportivas, da atividade física ao ar livre e ginásios, de grandes eventos exteriores e eventos interiores com diminuição de lotação e casamentos e batizados com 50% de lotação.

 

Ricardo Mexia: Se a decisão fosse hoje, ensino secundário e superior e os centros comerciais “provavelmente abriam” dia 19. Mas ainda é “precoce” fazer essa avaliação

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