Guy Villax é o grande vencedor do prémio EY Entrepreneur of the Year. O CEO da farmacêutica portuguesa Hovione conquistou o galardão na oitava edição da competição que visa reconhecer a importância do empreendedorismo para o crescimento económico do País. O júri destaca aspetos como o espírito empreendedor, desempenho financeiro, estratégia, impacto nacional e global, inovação e integridade pessoal.
«É um reconhecimento que dá muita satisfação», afirma Guy Villax. De acordo com o líder da Hovione, «é uma distinção importante para a empresa, mas sobretudo importante para as pessoas que ali trabalham» e é por isso que é a elas que agradece em primeiro lugar.
Citado em comunicado, o executivo sublinha que ser empreendedor é também ser conquistador, seja de experiência, vitórias ou aprendizagens. «Uma empresa, se é estática, morre. Tem de estar constantemente a ver as oportunidades, constantemente a ver o que é que tem de fazer para estar à frente da concorrência, e a inovação é central.»
A Hovione, em concreto, soma já 60 anos de história, mas não ignora a importância da inovação: «Podemos ser conservadores na área financeira, mas em tudo o que seja tecnologia, acho que somos os primeiros a ir para a parte funda da piscina.»
Segundo a EY, Guy Villax irá representar Portugal no EY World Entrepreneur of the Year, marcado para junho. João Alves, country managing partner da EY Portugal, lembra que este é um prémio que existe há quase 40 anos a nível global e que é uma forma de celebrar a importância do empreendedorismo.
Sobre o vencedor deste ano, João Alves afirma que a EY ficou muito satisfeita com a escolha do júri, «pois a Hovione é um excelente exemplo de como, a partir de Portugal, há empresas que se conseguem afirmar em áreas muito exigentes e competitivas, tornando-se referências mundiais nos seus setores de atividade». O country managing partner não duvida, por isso, de que Guy Villax «será um belíssimo representante de Portugal no prémio internacional que terá lugar no próximo mês de junho».
O evento distinguiu ainda António Oliveira, da Oli – Sistemas Sanitários, com prémio Inovação e Rupert Symington, da Symington Family Estates, na categoria Internacional.
“Só com inovação é que nos conseguimos diferenciar e criar valor», aponta António Oliveira, mas frisa que é necessário haver condições para distribuir esse valor e «é preciso continuar a criar boas condições para todos aqueles que trabalham» com a empresa. Para isso, importa «imaginar, nunca desistir dos desafios, sejam eles quais forem».
Já Rupert Symington explica como a empresa que lidera se destaca pela atividade nos mercados externos: «O nosso produto primário não se pode produzir em mais lado nenhum, só aqui.» Segundo o vencedor do Prémio Internacional, a perceção dos vinhos portugueses além-fronteiras não é a melhor e que esse tem sido o desafio dos últimos 20 anos.













