Covid-19: Marcelo espera uma «avaliação rápida» da vacina da AstraZeneca e aponta o dedo à falta de união da UE

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou esta quarta-feira uma unidade de saúde familiar em Lisboa, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Saúde, hoje celebrado. 

Simone Silva

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, espera que haja uma reavaliação «rápida» da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca e aponta o dedo à falta de união do bloco nesta matéria, numa altura em que os problemas são cada vez mais frequentes.

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«A questão da produção das vacinas tem sido uma via sacra. De 15 em 15 dias descobre-se um novo problema, nas mais variadas questões, que por um lado nos preocupam, porque há necessidade de vacinar e ter vacinas e o fornecimento está a ser afetado por estes problemas», começou por afirmar em visita a uma unidade de saúde familiar em Lisboa.

Por outro lado, Marcelo indica que a questão da AstraZeneca «é uma situação incómoda para a Europa como um todo», e sublinha que «os estado reagem de forma diferente» perante o surgimento de dúvidas sobre a eficácia das vacinas. O facto de «não haver uma posição unida, clara e duradoura em matéria de vacinas», por parte dos estados-membros da UE, «perturba as opiniões públicas», defende.

Concretamente em relação à situação da AstraZeneca, o Presidente da República «espera que seja rápido este processo de reavaliação da vacina, que seja rápida a decisão da Agência Europeia do Medicamento (EMA) e que seja rápida e clara a posição dos países da UE, porque todos estamos interessados nisso», referiu.

Recorde-se que a EMA tem uma conferência de imprensa marcada para esta quarta-feira às 15h, sobre os mais recentes acontecimentos que envolvem a vacina da AstraZeneca, estabelecendo novas ligações entre a mesma e formação de tromboemolismos.

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Em causa estão declarações de um responsável da EMA, prestadas ontem a um jornal italiano. Marco Cavaleri confirmou ao ‘Il Messaggero’ a existência de uma relação entre a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca e a ocorrência de coágulos de sangue raros em pessoas vacinadas.

«Podemos agora dizê-lo: é evidente que existe uma ligação com a vacina. O que causa esta reação, contudo, ainda não sabemos. Nas próximas horas diremos que existe uma ligação, mas ainda precisamos de compreender como isso acontece», disse Cavaleri.

Contudo, no mesmo dia o regulador europeu esclareceu que ainda não tinha sido comprovada qualquer relação entre a vacina e esse tipo de problemas de saúde, remetendo uma decisão para os próximos dias. O comité de segurança da agência, com sede em Amesterdão, «ainda não chegou a uma conclusão e a revisão está atualmente em curso», adiantou a EMA na terça-feira, numa declaração à AFP. Espera-se hoje uma decisão.

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