O aviso dado ontem pela Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de bloquear as exportações de vacinas contra a covid-19 para Estados com taxas de vacinação mais elevadas, como é o caso do Reino Unido, teve o apoio de Alemanha, França, Itália e Dinamarca, relata a Reuters.
Esta quarta-feira, von der Leyen ameaçou proibir as exportações de vacinas para salvaguardar as doses, escassas, para os cidadãos dos Estados-membros que estão atualmente a enfrentar a terceira vaga da pandemia.
“Se a situação não mudar, teremos que refletir em como tornar as exportações para países que produzem vacinas dependentes do seu grau de abertura”, disse.
“Estamos preparados para utilizar qualquer instrumento que seja preciso” para assegurar proporcionalidade e reciprocidade, garantiu, salientando que desde que o mecanismo foi criado, a 6 de fevereiro, e em vigor até final de junho, “foram aprovados 314 pedidos de exportação e só um foi recusado, o que representa 41 milhões de doses exportadas para 33 países”, acrescentou.
Numa reunião de diplomatas da União Europeia (UE) que teve lugar pouco tempo depois da declaração de von der Leyen, a Alemanha, a Itália, a França e a Dinamarca apoiaram a posição da Comissão sobre uma aplicação mais dura dos controlos de exportação, segundo três diplomatas e funcionários envolvidos na reunião.
Já os Países Baixos, a Bélgica e Irlanda foram mais cautelosos. “Tudo resulta de uma frustração crescente com a AstraZeneca e de os países estarem sob pressão crescente para fazer algo a esse respeito. Não temos vacinas suficientes, exportamos como loucos sem receber nada”, disse à Reuters um dos diplomatas que participou na reunião.
Uma primeira remessa para a Austrália de vacinas da AstraZeneca foi bloqueada no início de março pela Itália, em acordo com a comissão da UE. Todos os outros pedidos foram, até agora, aprovados para um total de mais de 40 milhões de vacinas exportadas para dezenas de países desde 30 de janeiro.





