Há exatamente 56 anos, no dia 18 de março de 1965, o primeiro homem caminhou no espaço. O cosmonauta soviético Alexei Leonov, já falecido, flutuou sobre a Terra durante 12 minutos, amarrado à sua nave espacial por um cabo de 4,8 metros.
“Não dá para compreender. Só lá fora se pode sentir a grandeza – o enorme tamanho de tudo o que nos rodeia”, disse Leonov à BBC em 2014. O passeio quase acabava mal quando o seu fato espacial insuflou e o cosmonauta teve dificuldades em voltar para a nave espacial.
Na altura, os Estados Unidos e a União Soviética lutavam pela supremacia espacial, pelo que a missão de Leonov foi bastante elogiada pelos russos.
Leonov descreveu a sua aventura no espaço em várias entrevistas aos meios de comunicação social.
“Estava tão calmo que até conseguia ouvir o meu coração bater”, disse. “Estava rodeado de estrelas e flutuava sem muito controlo. Nunca esquecerei o momento. Também senti um incrível sentido de responsabilidade. Claro que não sabia que estava prestes a viver os momentos mais difíceis da minha vida – voltar a entrar na cápsula”, contou o astronauta.
No vácuo do espaço, o seu fato começou a inchar e o tecido começou a endurecer. As suas mãos escorregaram das luvas, os pés saíram das botas, e a certa altura Leonov já não conseguia atravessar a câmara de ar da sua nave.
Com esforço, o cosmonauta conseguiu, depois, libertar parte do ar que estava preso no seu fato e conseguiu, então, regressar.
As ambições de Leonov não se ficaram pela caminhada no espaço. Tornou-se o comandante da Soyuz-Apollo, a primeira missão conjunta EUA-soviética de sempre em 1975.
Quando Leonov faleceu, em outubro de 2019, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que admirava a coragem do astronauta.











