Quase 2000 cães registados como perigosos em Portugal. Houve quatro ataques por dia no ano passado

A grande parte das ocorrências ocorreu nas áreas metropolitanas, segundo os dados da PSP.

Revista de Imprensa

No ano passado, a GNR e a PSP registaram 1460 ataques de cães, o que dá uma média de quatro ataques por dia. A grande parte das ocorrências, 1031, ocorreu nas áreas metropolitanas patrulhadas pela PSP, segundo os dados avançados hoje pelo Jornal de Notícias (JN).

Além disso, no ano passado entraram 225 cães perigosos para a ‘lista negra’, mais do dobro face a 2019 (ano em que entraram apenas 107). No total, há quase dois mil cães nessa lista da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).



O bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, Jorge Cid, alerta para a necessidade de se tomarem medidas para diminuir o número de animais abandonados, o que pode, por sua vez, diminuir o número de ataques na via pública.

“Temos de perceber o número real de animais de companhia e a sua distribuição pelo território nacional, se queremos aplicar com mais eficácia qualquer medida de combate ao abandono de animais errantes”, afirmou o responsável ao JN, acrescentando que “está nas mãos do Governo aplicar de forma urgente as medidas”.

Segundo os registos de 2020 na PSP, a maioria dos ataques registados aconteceu na via pública, enquanto as queixas que a GNR recebeu dizem respeito a ataques em zonas privadas.

Das 429 ocorrências registados pela GNR, 402 foram de cães de raça potencialmente perigosa. Viseu é o distrito com o maior número de ataques notificados (85). Em Setúbal, foram registados 38 ataques, quase tantos como em Aveiro (37). Já em Portalegre foram reportados 5, em Beja 8. E Porto e Coimbra tiveram cada um 9 ataques.

Ainda assim, pela primeira vez em cinco anos, o número total de ataques diminuiu. Em 2016, foram registados 1140 e até 2019 o número aumentou para os 1526. No ano passado, houve a primeira diminuição, para os 1460. Este ano, a tendência é na mesma de diminuição. Contrariamente, o número de cães perigosos na ‘lista negra’ aumentou.

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