A vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer e pela BioNTech afinal já não precisa de ser mantida a temperaturas ultra-frias, de acordo com novos dados. Esta descoberta vai facilitar não só o armazenamento, como a distribuição das vacinas a hospitais, centros de saúde e outras infraestruturas em zonas mais remotas.
Os chamados dados de estabilidade, que as empresas apresentaram ao regulador dos Estados Unidos, mostram que a vacina pode, afinal, ser mantida a temperaturas normais para este tipo de fármacos: de -15ºC a -25ºC até duas semanas. Já as anteriores condições de armazenamento indicavam que a vacina deveria ser conservada entre os -60ºC e os -80ºC.
O chefe executivo da BioNTech, Ugur Sahin, disse que a capacidade de armazenar a vacina a temperaturas menos baixas daria aos centros de vacinação uma “maior flexibilidade”, e que empresa ia continuar a desenvolver novas fórmulas para tornar a vacina “ainda mais fácil de transportar e de utilizar”.
A vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech foi a primeira a obter aprovação regulamentar na União Europeia, Reino Unido e EUA no ano passado, mas a necessidade de armazenar e transportar a vacina abaixo dos 60ºC dificultou o lançamento, particularmente nas áreas mais remotas e sem as infraestruturas adequadas.
A notícia veio depois de um estudo israelita, publicado no The Lancet esta sexta-feira, que descobriu que uma única dose da vacina (em vez de duas) era 85% eficaz contra a covid-19.
O estudo feito com base em 9000 profissionais de saúde de Israel, realizado pelo Sheba Medical Center, descobriu então que uma única dose da vacina reduziu o número de pessoas que desenvolveram covid-19 (sintomática) em 85%, após um período de 15 a 28 dias depois da inoculação.
Os investigadores também concluíram que uma dose única reduziu as infeções assintomáticas em 75%, sugerindo que as pessoas têm muito menos probabilidade de contrair e transmitir o SARS-CoV-2 uma vez vacinadas com uma única injeção. Já as duas doses tomadas com três semanas de intervalo foram consideradas 95% eficazes em ensaios clínicos.








