Os cientistas descobriram que um medicamento anti-inflamatório tem o potencial de reduzir significativamente ao tempo de recuperação de pacientes hospitalizados devido à Covid-19, bem como a necessidade de oxigénio extra, avança o ‘The Guardian’.
Os resultados de uma nova pesquisa sobre a colchicina, conduzidos no Brasil, surgem depois de um ensaio internacional publicado na semana passada, ter concluído que o fármaco contribuiu para reduzir as hospitalizações e mortes entre os pacientes da Covid-19 em mais de 20%.
O medicamento, que já recebeu luz verde para o tratamento da Covid-19 na Grécia e no Canadá, e que é normalmente usado para tratar doenças reumáticas, foi saudado pelos investigadores como tendo o potencial de ser o primeiro por via oral a tratar a Covid-19 em regime ambulatório.
O último ensaio, financiado por fundações e autoridades brasileiras, sugeriu que o fármaco poderia diminuir a resposta inflamatória do organismo e ajudar a evitar danos às células que revestem as paredes dos vasos sanguíneos.
“Qualquer que seja o mecanismo de ação, a colchicina parece ser benéfica para o tratamento de pacientes hospitalizados com Covid-19”, de acordo com uma reportagem sobre o pequeno ensaio clínico do jornal online RMD Open, publicado pelo ‘British Medical Journal’.
Os investigadores acrescentaram que não foi associado a efeitos colaterais graves, como danos ao coração ou fígado ou supressão do sistema imunológico, fatores que por vezes são associados a alguns outros medicamentos usados para tratar a Covid-19.
Embora a colchicina tenha sido usada para tratar e prevenir doenças inflamatórias, uma característica de algumas infeções por Covid-19, os cientistas queriam descobrir se o seu uso poderia reduzir a necessidade de oxigénio extra ou estadias prolongadas em hospitais.
A pesquisa foi realizada entre abril e agosto do ano passado, quando 75 pacientes internados no hospital com Covid-19 moderado a grave foram aleatoriamente designados para receber diferentes níveis de colchicina.
Os resultados foram baseados em 72 pacientes. Verificou-se que o tempo médio que os pacientes precisaram de oxigenoterapia foi de quatro dias para aqueles tratados com colchicina, em comparação com 6,5 dias para aqueles que receberam um tipo de tratamento padrão.
Para além disso, o tempo médio de internamento hospitalar foi de sete dias para o grupo da colchicina em comparação com nove dias para o outro grupo, o que mostra o sucesso do fármaco.








