Os titulares de órgãos de soberania, deputados, funcionários da Assembleia da República, membros dos órgãos das Regiões Autónomas e presidentes de câmara, enquanto responsáveis da proteção civil, começam a ser vacinados esta semana.
De acordo com um despacho, emitido na semana passada pelo primeiro-ministro, também a Provedora de Justiça, os membros do Conselho de Estado e a magistratura do Ministério Público começam a vacinação.
O primeiro-ministro, António Costa, enviou as “cartas aos órgãos de soberania para que estabeleçam as prioridades para inoculação em cada um dos serviços”.
António Costa diz também na mensagem que já estabeleceu prioridades dentro do Governo, “tendo em conta as competências na tutela de serviços essenciais, no combate à pandemia ou no exercício da Presidência Portuguesa da União Europeia”.
Na lista está o próprio primeiro-ministro à cabeça, seguindo-se os ministros de Estado, da Defesa, da Administração Interna, da Justiça, do Trabalho, da Saúde, do Ambiente e das Infraestruturas.
Depois surgem na lista os secretários de Estado da Saúde e “os cinco secretários de Estado que exercem a função de coordenação regional no combate à pandemia”, bem como a secretária de Estado dos Assuntos Europeus e posteriormente os restantes governantes.
Para além disso, a ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou na segunda-feira passada que vai arrancar também esta semana a “vacinação dos maiores de 50 anos com certas comorbilidades, dos bombeiros e equipas de primeira intervenção de ação social e ainda das pessoas que asseguram serviços essenciais”.
Paralelamente, o coordenador da Task Force do plano de vacinação contra a covid-19 anunciou ainda que todas as pessoas com mais de 80 anos vão participar na primeira fase de vacinação.
“Aquilo que fica integrado no plano é manter o grupo dos 50 aos 79 anos com as comorbilidades, mas incluir também todas as pessoas com mais de 80 anos, independentemente de qualquer comorbilidade ou patologia que tenham”, adiantou Francisco Ramos.
O responsável afirmou que haverá sempre marcação prévia da administração da vacina e a convocatória será preferencialmente por mensagem SMS, com origem no número 2424.
“Se for possível ter um contacto telefónico com o médico para que emita essa declaração, o médico irá fazê-lo pelos meios eletrónicos, exatamente como se passasse uma receita médica. A pessoa será avisada através de um SMS, da mesma forma como recebemos uma SMS de uma receita médica”, detalhou.
Essa informação, disse, “chegará depois aos serviços do Ministério da Saúde para promover a marcação” de uma consulta.




