Covid-19: Hospital de campanha em Lisboa pronto a acolher infetados a partir de hoje

O hospital de campanha de Lisboa, que foi montado durante a primeira vaga da pandemia mas nunca chegou a ser efetivamente usado, será ativado já hoje.

Simone Silva

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou ontem que o hospital de campanha de Lisboa, que foi montado durante a primeira vaga da pandemia mas nunca chegou a ser efetivamente usado, será ativado já esta quarta-feira.

«Amanhã (hoje) vai entrar em funcionamento o hospital de campanha, aqui na cidade de Lisboa, no Estado Universitário», anunciou o responsável ontem na Assembleia da República. «Na primeira vaga tinha sido montado, e felizmente não foi necessário, hoje infelizmente é necessário e vai ser ativado amanhã», adiantou.



Em declarações à agência Lusa, o coordenador da Estrutura Hospitalar de Contingência de Lisboa disse que o equipamento vai dispor de um total de 58 camas – pode abrir com menos, mas o crescimento dessa disponibilidade será “muito rápido”.

“Iremos abrir, provavelmente, com menos camas, mas estamos a ultimar toda a infraestrutura e mesmo a estrutura de recursos humanos já para a totalidade das camas”, afirmou António Diniz, referindo que as instalações têm inclusive um conjunto de camas com suporte de oxigénio.

Considerando a atual situação pandémica, com o aumento do número de pessoas infetadas pela covid-19 e de doentes internados em unidades hospitalares, o pneumologista reforçou que o hospital de campanha na Cidade Universitária de Lisboa, desde que abra e até que esgote a sua capacidade, tem de estar preparado para que “o acesso e a velocidade de ocupação daquela estrutura possa ser rápido”.

“Nesta primeira fase, o que está previsto é que sirva para drenar doentes já estabilizados, de acordo com critérios clínicos previamente definidos, dos Centros Hospitalares de Lisboa Central, Lisboa Ocidental e Lisboa Norte”, adiantou.

Numa resposta escrita à Lusa, na sexta-feira, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) referiu que, “não sendo uma unidade de saúde convencional, a Estrutura Hospitalar de Contingência de Lisboa destina-se apenas a doentes covid com sintomatologia ligeira, pelo que deverá ser utilizada para os casos que a isso se adequem e depois de esgotadas outras alternativas”.

Sobre a falta de recursos humanos, a Administração Regional de Saúde respondeu apenas que, “conjuntamente com os seus parceiros (centros hospitalares de Lisboa, Universidade de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa e o Exército)” está “a desenvolver os esforços necessários para ter aquela estrutura de contingência preparada e em estado de prontidão”.

Por seu turno, fonte oficial da Câmara Municipal de Lisboa, presidida por Fernando Medina, afirmou na semana passada à Lusa que o pavilhão montado na Cidade Universitária conta com cerca de 70 camas.

Em caso de necessidade, a estrutura pode ser expandida, referiu ainda a mesma fonte.

Recorde-se que o hospital de campanha de Lisboa foi preparado para fazer face à primeira vaga da pandemia de covid-19 e esteve pronto, preventivamente, para acolher doentes infetados pelo novo coronavírus desde março.

Não tendo sido necessário, uma parte da estrutura foi depois retirada, restando um pavilhão.

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