Coreia do Sul responde à apreensão de navio pelo Irão: Vai enviar tropas e dialogar com outras nações

A Coreia do Sul está a enviar forças militares para responder à apreensão de um dos seus petroleiros por parte do Irão, um esforço em que procura trabalhar com outras nações que operam na região.

Mara Tribuna

A Coreia do Sul está a enviar forças militares para responder à apreensão de um dos seus petroleiros por parte do Irão, um esforço em que procura trabalhar com outras nações que operam na região.

A elite da Guarda Revolucionária Iraniana anunciou, na segunda-feira, que a sua frota Zulfiqar tinha apreendido um navio sul-coreano a operar no Primeiro Distrito Naval da República Islâmica no Golfo Pérsico, “devido a uma série de violações das leis ambientais marinhas”, depois de ter partido do porto Al-Jubail da Arábia Saudita.



O navio, chamado Hankuk Chemi, terá transportado até 7200 toneladas de produtos químicos à base de petróleo e uma tripulação de cidadãos da Coreia do Sul, Indonésia, Vietname e Myanmar. Tanto o navio como a tripulação estão agora detidos no porto de Bandar Abbas, no Irão, onde a Guarda Revolucionária informou que “a questão deve ser tratada pelos funcionários judiciais”.

Em resposta ao incidente, um funcionário do Ministério da Defesa da Coreia do Sul disse, em declarações à Newsweek, que o país oficialmente conhecido como a República da Coreia “enviou tropas antipirataria perto do Estreito de Hormuz diretamente para o petroleiro”.

Questionado se a Coreia do Sul vai procurar o apoio da International Maritime Security Construct – uma coligação liderada pelos EUA de, pelo menos, nove nações concebida para evitar atos de sabotagem e impedir o Irão de apreender navios internacionais – o funcionário disse que o governo sul-coreano procurou “uma estreita cooperação no que diz respeito às tropas navais antipirataria”.

O Estreito de Hormuz é um ponto estreito do tráfego marítimo de petróleo bastante importante e um ponto recorrente para as tensões e ameaças Estados Unidos/Irão que se agravaram desde a tomada de posse de Donald Trump, em 2017.

Os EUA e a Coreia do Sul são aliados militares e, embora a defesa mútua tenha sido estabelecida para evitar ataques da rival Coreia do Norte, a aliança obriga cada um a ajudar o outro no caso de qualquer “ataque armado externo”.

As potenciais escaladas no Golfo Pérsico têm sido especialmente elevadas desde o assassinato do comandante da Força da Guarda Revolucionária dos EUA, o Major-General Qassem Soleimani, no Iraque. A morte do influente e controverso líder militar iraniano, no ano passado, foi condenada como um ato ilegal e terrorista no país.

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