Por causa da pandemia, muitos locais de voto vão ter de ser alterados para as eleições presidenciais de 24 de janeiro, para permitir a devida distância física entre os eleitores. São precisas mais mesas de voto, já que agora o número máximo de votantes por mesa tem de ser menor. Segundo a TSF, é um problema que está a preocupar os autarcas que têm de organizar as idas às urnas.
O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), João Tiago Machado, confirma à TSF que tem recebido dúvidas de autarcas neste sentido. Foram aprovadas novas regras em novembro, para evitar os contágios do novo coronavírus no momento de votação. Estas normas reduziram de 1500 para 1000 o número máximo de eleitores por mesa de voto, alargando, igualmente, o espaço exigido entre as mesas.
Em muitos casos, com as novas regras deixam de existir numa sala duas, três ou quatro mesas de voto, devido à necessidade de distanciamento físico. As mudanças estão, assim, a obrigar as autarquias a procurarem novos locais onde os eleitores possam votar, já que deixam de ser suficientes.
Segundo a TSF, a CNE já emitiu uma recomendação onde aconselha as câmaras municipais a darem preferência ao uso de edifícios públicos e só depois a edifícios privados, como ginásios, pavilhões e quartéis dos bombeiros.
As eleições presidenciais de 24 de janeiro vão ser “um processo muito mais complicado do que aquilo que era normal por causa do desdobramento de mesas, obrigando a criar uma nova logística e encontrar outros espaços”, adianta o presidente da Associação Nacional de Autarcas do Partido Socialista, Rui Santos, à TSF.
Os autarcas temem ainda que as mudanças de locais de voto para outros edifícios quebrem as rotinas dos eleitores e, neste sentido, aumentem a abstenção.




