BPP apresenta novas provas sobre alegado desvio de 11,6 milhões de euros

O Banco Privado Português (BPP) afirma ter provas que mostram um desvio de 11,6 milhões de euros da instituição bancária para os antigos administradores João Rendeiro, Salvador Fezas Vital, António Guichard Alves e Fernando Lima.

Revista de Imprensa
Novembro 30, 2020
9:28

O Banco Privado Português (BPP) afirma ter provas que mostram um desvio de 11,6 milhões de euros da instituição bancária para os antigos administradores João Rendeiro, Salvador Fezas Vital, António Guichard Alves e Fernando Lima, avança o ‘Público’.

Segundo a mesma publicação, são cerca de 75 documentos que perfazem as evidências e que já se juntaram ao processo onde os mesmos se encontraram a ser julgados por crimes de fraude fiscal qualificada, abuso de confiança e branqueamento de capitais, em conjunto com mais dois arguidos.

As provas foram retiradas a partir de uma análise feita pelo BPP ao sistema informático do banco, onde foi possível observar que alguém mexeu no sistema, tendo introduzido em 2008, informações que remetem para movimentos de 2002 e 2005.

Estes movimentos, segundo o jornal,  estão relacionados com a «participação da sociedade Telesis no negócio da compra de acções da Strand Ventures, em 19 de Agosto de 2002», bem como com a «respetiva revenda a outra empresa, a Timdington, em 30 de Dezembro de 2005», para parecer que o negócio teve a intervenção direta destas empresas.

Não há qualquer motivo para que os documentos não sejam aceites, defende o Ministério Público (MP), uma vez que não vão contribuir para alterar significativamente os factos, porque não agravam as penas ou os crimes dos acusados, tendo apenas influência na «factualidade», isto é, na forma como tudo aconteceu, adianta o jornal.

‘O Público’ revela ainda que são esperadas mais testemunhas no processo, no qual o MP não tem dúvidas do desvio e consequente apropriação indevida de 11,6 milhões de euros do BPP para os quatro arguidos. O que ainda terá de ser explicado, através das novas provas, é a forma como o fizeram, que terá sido diferente da que foi relatada pela acusação.

As provas em questão ainda não foram aceites e apesar do MP defender a sua validade os advogados dos acusados juntaram-se para enviar uma carta ao «requerimento do BPP (assistente no processo), na qual alegam que a documentação foi obtida ilegalmente e de forma ilegítima.

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