Um fungo que se pode tratar, dar cor, moldar e transformar em peças de vestuário. Esta é uma das grandes tendências da indústria da moda e, de acordo com e edição norte-americana da revista Forbes, uma das estrelas do segmento de luxo.
Com as peles de animais a levantarem cada vez mais dúvidas devido a questões ambientais e de sustentabilidade, as marcas de moda procuram alternativas mais amigas do ambiente. Segundo a mesma publicação, o mercado dos produtos de pele vale 414 mil milhões de dólares a nível global e ainda é dominado pelos materiais de origem animal, pelo que urge encontrar uma solução artificial.
Já existem algumas opções, mas que, afinal, não serão assim tão ecológicas como isso. É o caso do poliuretano, muito utilizado na chamada “pele vegan”, mas que acaba por ser também um agente poluente: liberta substância tóxicas para a atmosfera e demora centenas de anos para se decompor.
Há, contudo, outras alternativas em desenvolvimento. É o caso de Mylo, um material desenhado pela Bolt Threads que tem com ponto de partida um fungo. Depois de três anos de investigação, a empresa norte-americana criou uma pele falsa que resulta de um processo de tratamento e recolha de células mycelium, um recurso natural e renovável.
«Quando se toca em Mylo, tem-se a mesma sensação de quando se toca em pele natural», garante Dan Widmaier, CEO da Bolt Threads. «Muitas pessoas não seriam capazes de distinguir.»
O material tem conquistado a atenção de estilistas e marcas, incluindo Stella McCartney, Adidas, Lululemon e Kering (o grupo que detém insígnias como Gucci ou Saint Laurent), que anunciaram um investimento conjunto no Mylo. Embora o valor não seja desvendado, a Forbes adianta que será na ordem dos sete dígitos.













