O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, ordenou, esta terça-feira, medidas extras de bloqueio para desacelerar a disseminação do novo coronavírus na Holanda, avançando ainda que o governo também está a considerar o recolher obrigatório e o encerramento das escolas.
As novas medidas, que incluem a proibição de reuniões públicas de mais de duas pessoas que não sejam da mesma família, foram impostas em resposta aos números que mostram que a epidemia atingiu um segundo pico, noticia a ‘Reuters’.
“O número de novos casos está a recuar mas não da forma célere que seria necessária”, explicou Rutte, em conferência de imprensa.
As medidas entram em vigor esta quarta-feira e vão vigorar nas próximas duas semanas, sendo que existem algumas medidas que vão permanecer em vigor até meados de dezembro.
Entre as quais consta, a determinação de os bares e restaurantes se manterem fechados, exceto para entregas ou take-away, numa medida que já foi decretada a 13 de outubro. As reuniões públicas eram então limitadas a quatro pessoas.
Rutte acrescentou agora que os museus, teatros, cinemas, zoológicos e parques de diversões também terão que fechar.
Esta terça-feira, o Instituto Nacional de Saúde holandês anunciou 64.087 novos casos na semana passada, que compara com 67.542 na semana anterior, sendo que esta foi a primeira vez que os números semanais caíram desde agosto.
Na Holanda, os hospitais estão quase lotados devido a um aumento repentino de pacientes com Covid-19, um número que continua a aumentar, colocando o governo sob pressão para aliviar a carga sobre o sistema de saúde.






