Pandemia castiga rendibilidade das empresas no 2.º trimestre. Energéticas mantém-se e Construção consegue crescer

No setor da construção a rendibilidade não se alterou face ao trimestre anterior e no setor da eletricidade aumentou 0,1 pp.

Sónia Bexiga

No ano terminado no segundo trimestre de 2020, a rendibilidade do ativo (EBITDA Resultado antes de depreciações e amortizações, gastos de financiamento e impostos / ativo) das empresas não financeiras foi de 6,7%, valor inferior em 0,9 pontos percentuais (pp) ao do ano terminado no primeiro trimestre de 2020, segundo dados do Banco de Portugal (BdP), divulgados esta quinta-feira.

A rendibilidade das empresas privadas diminuiu 1,6 pp no setor dos transportes e armazenagem, 1,2 pp nas indústrias, 1,1 pp nos outros serviços e nas sedes sociais e 0,3 pp no comércio.



No setor da construção a rendibilidade não se alterou face ao trimestre anterior e no setor da eletricidade aumentou 0,1 pp.

As empresas públicas(não incluídas no setor das administrações públicas) apresentaram uma redução da rendibilidade de 2,2 pp.

Por classe de dimensão, a rendibilidade das PME(Pequenas e Médias Empresas) decresceu 0,6 pp, para 6,3% no ano terminado no segundo trimestre, e a das grandes empresas diminuiu 1,0 pp, para 8,6%.

A autonomia financeira (capital próprio / total do ativo) fixou-se em 38,9%, o que corresponde a uma redução de 0,1 pp face ao trimestre anterior e uma estabilização face ao final do ano de 2019 (Gráfico 1). Em relação ao trimestre anterior, a autonomia financeira diminuiu nos setores das indústrias, da construção, dos transportes e armazenagem e das sedes sociais, tendo aumentado nos setores da eletricidade e dos outros serviços e permanecido inalterada no comércio.

O peso dos financiamentos obtidos no total do ativo aumentou 0,4 pp, para 33,4%, no segundo trimestre de 2020.

O regulador detalha ainda que se observaram aumentos nos setores da eletricidade (+2,2 pp, para 44,1%), das indústrias (+1,5 pp, para 27,7%), da construção (+1,0 pp, para 35,5%), do comércio (+0,5 pp, para 23,3%) e dos transportes e armazenagem (+0,1 pp, para 48,8%). No setor dos outros serviços registou-se uma redução de 0,7 pp, para 35,5%, e no setor das sedes sociais o valor manteve-se em 31,6%.

O custo do financiamento (gastos de financiamento / financiamentos obtidos) foi de 3,2% no ano terminado no segundo trimestre, valor igual ao observado no ano terminado no primeiro trimestre e também no período homólogo (Gráfico 2).

O rácio de cobertura de gastos de financiamento (EBITDA / gastos de financiamento) situou-se em 6,4, o que corresponde a uma redução de 0,7 face, quer ao trimestre anterior, quer ao período homólogo.

Por comparação com o período homólogo, todos os setores das empresas privadas, com exceção da eletricidade e da construção, apresentaram reduções neste indicador, tal como as empresas públicas.

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