Investimento na reabilitação urbana em Lisboa recua 54% no 2.º trimestre. Mas há 5 freguesias na mira dos investidores

No segundo trimestre de 2020, o investimento imobiliário na Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Lisboa totalizou 603,6 milhões de euros.

Sónia Bexiga

No segundo trimestre de 2020, o investimento imobiliário na Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Lisboa totalizou 603,6 milhões de euros correspondentes a 1.525 imóveis transacionados, segundo os dados apurados pela Confidencial Imobiliário, divulgados esta sexta-feira.

A análise, que abrangem transações de todo o tipo de imóveis (desde prédios a frações), incluindo os diversos segmentos (desde residencial a comercial, serviços ou terrenos), apurou ainda que esta atividade fica 54% abaixo dos 1.303 milhões de euros transacionados no primeiro trimestre do ano, apresentando ainda uma queda de 48% face aos 2.913 imóveis adquiridos.



Também o montante médio por operação no 2.º trimestre diminuiu, atingindo os 396.307 euros, valor que fica 54.995 euros abaixo (-12%) dos 451.301 euros registados no 1º trimestre do ano.

No 2.º trimestre, a habitação manteve-se como o setor de maior captação de investimento, agregando 529,9 milhões de euros (88% do total), seguido dos ativos de comércio/serviços, que movimentaram 56,3 milhões de euros (9%). Este último segmento foi o mais atingido, observando uma queda trimestral de 76% no montante investido, enquanto na habitação a diminuição foi de 47%.

As freguesias de Santo António (86,4 milhões de euros), Estrela (61,5 milhões), Santa Maria Maior (61 milhões), Avenidas Novas (51,9 milhões) e Arroios (50,8 milhões) foram os principais destinos do investimento no 2.º trimestre. O investimento perdeu ritmo em todas elas, com quedas trimestrais de 35% a 58%, uma tendência que foi transversal a todo o território.

A ARU de Lisboa cobre praticamente todo o território da cidade, excluindo algumas zonas como o Parque das Nações, as Laranjeiras ou a Alta de Lisboa. Tendo isso em conta, para os fins da presente análise, consideram-se todas as freguesias da cidade, excluindo as do Parque das Nações, Lumiar e Santa Clara.

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