Em seis meses, particularmente no período entre 18 de março e 18 de setembro, deste ano, foram registadas 8033 reclamações, um aumento de 47% face ao período homólogo, onde se verificaram apenas 5450 queixas, segundo apurou a mais recente análise do Portal da Queixa.
Estes números veem confirmar que a pandemia está a complicar a vida dos portugueses no que diz respeito ao acesso aos serviços públicos.
A dificuldade de agendamento do atendimento é o principal motivo reportado pelos cidadãos através da maior rede social de consumidores e marcas de Portugal. Para além dos problemas de marcação, as falhas no serviço prestado e a falta de resposta e resolução são outros problemas que resultaram em reclamação.
No topo da tabela dos organismos públicos, cujo crescimento do número das reclamações foi mais expressivo, comparativamente com 2019, está o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a Segurança Social. Entre estes, sobressai o IHRU com um aumento de 280% das queixas.
Em análise aos resultados obtidos, Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa e fundador da Consumers Trust, salienta que “um dado interessante que ganha destaque é relativo ao IHRU que, tendo em conta o contexto de medidas excecionais de apoio anunciadas às famílias, recebeu naturalmente mais reclamações referentes ao processo de apoio às rendas e pelo facto de verem indeferido esse pedido”.
Por outro lado, destaca-se também que, no período em análise e comparativamente com 2019, duas entidades públicas registaram um decréscimo do número de reclamações: o Centro Nacional de Pensões e a Autoridade Tributária e Aduaneira (ambas com uma redução de 22%).













