76% dos portugueses não acredita no impacto da descida para o IVA zero, revela sondagem

Apenas 17,9% dos inquiridos admite uma diminuição dos preços das mais de quatro dezenas de bens contemplados. Já 76% dos inquiridos “não acredita que os preços diminuam” e 6,2% não sabem ou não respondem à questão

Revista de Imprensa
Abril 17, 2023
9:30

Os portugueses não acreditam no impacto efetivo da descida para o IVA zero no cabaz de bens alimentares essenciais, segundo revelou esta segunda-feira uma sondagem da Intercampus para o ‘Jornal de Negócios’ – apenas 17,9% dos inquiridos admite uma diminuição dos preços das mais de quatro dezenas de bens contemplados. Já 76% dos inquiridos “não acredita que os preços diminuam” e 6,2% não sabem ou não respondem à questão.

O Governo dá razão aos ‘descrentes’: o ministro das Finanças, Fernando Medina, em entrevista à RTP, sublinhou que há bens alimentares que não vão, mesmo com a descida da taxa de IVA, regressar aos preços de há um ano. Também o setor da distribuição e produção alertou que os preços podem continuar a subir, se se considerar a dinâmica do mercado – em março, os produtos alimentares não transformados subiram 20,1% face aos 19,3% do mês anterior.

Segundo a sondagem, os supermercados e hipermercados são os grandes responsáveis pela subida dos preços (35%), seguido pelo Governo, com 27,7% dos portugueses a apontarem-lhe o dedo. Há 21,3% que atribuem a atual situação à guerra na Ucrânia e à conjuntura internacional, 4,8% que dizem ser da ASAE, que “não fiscaliza bem”, enquanto 2,5% dizem que são os produtores dos bens os responsáveis.

A subida dos preços levou a um corte nas despesas mensais? Para 76,7% dos inquiridos, sim, sendo que 22,3% ainda não sentiram necessidade de moderar as suas despesas. Os cortes registam-se nas idas a restaurantes, roupa e viagens: em comparação com o mês anterior, o corte aumentou em todas as categorias de produtos analisadas, com as subidas mais significativas a registarem-se “na comida e nos bens de primeira necessidade”.

Por último, 77% dos inquiridos concordou com a fixação de preços do cabaz de bens essenciais abrangido pelo “IVA zero”. Já 16,4% opõem-se a essa ideia.

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