6 tendências para o sector da indústria

Nos próximos cinco anos, as tecnologias que hoje ainda estão numa fase inicial de adopção serão peças fundamentais.

Filipa Almeida

Nos próximos cinco anos, as tecnologias que hoje ainda estão apenas numa fase inicial de adopção serão peças fundamentais nas operações industriais. Segundo a EY Portugal, o paradigma deste sector vai mudar e as empresas devem seguir seis linhas orientadoras para que tenham as condições necessárias para vingar:

1 – Engenharia preditiva. A EY Portugal considera que não existem precedentes para o ritmo constante de mudança pelo qual os diferentes sectores estão a passar. A sofisticação e agilidade da tecnologia disponível poderá permitir implementar um modelo de gestão por antecipação, capaz de prever tendências de mercado e problemas com os equipamentos e, ainda, optimizar inventários, entre outros;



2 – Humanos aumentados. Exoesqueletos, olhos biónicos, realidade aumentada, projecções holográficas e tradução em tempo real são algumas das inovações à espreita. Todas elas deverão resultar num novo humano, com talentos e capacidades exponenciados com a ajuda da tecnologia;

3 – Blockchain. Ao descentralizar o registo e armazenamento de dados dos utilizadores, o Blockchain promete ser um das tecnologias mais importantes quando o tema é segurança online. A EY Portugal acredita que esta tecnologia poderá ter várias aplicações, incluindo na criação de soluções que tornem os produtos à prova de falsificação;

4 – Manufactura aditiva. Mais conhecida por impressão 3D, a manufactura aditiva já existe desde a década de 80 mas só agora está a ganhar expressão. Um dos maiores obstáculos à proliferação desta técnica poderá ser a falta de conhecimento ou confiança por parte das empresas no sentido de a implementar;

5 – Gig Economy. A EY Portugal está confiante de que o consumidor do futuro desenvolverá uma forma completamente nova de carreira, orientada por uma série de experiências de trabalho ecléticas. Este novo modo de encarar o trabalho será moldado às necessidades pessoais, de desenvolvimento e financeiras;

6 – A supercondutividade. Por fim, a EY Portugal aborda uma tendência que, apesar de não estar directamente relacionada com empresas industriais, poderá afectar em grande escala o sector. Trata-se da utilização de materiais supercondutores nas redes de distribuição de energia eléctrica, o que se traduzirá num aumento significativo da eficácia e eficiência com que a energia é transportada e consumida.

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