4 perguntas dirigidas a futuros CEOs

Se está a pensar candidatar-se a um cargo de CEO, há pelo menos quatro perguntas que deve ter em mente.

Executive Digest

Se está a pensar candidatar-se a um cargo de CEO, há pelo menos quatro perguntas que deve ter em mente. Futuros directores e responsáveis de empresas devem olhar com cuidado para a situação actual da organização e perceber o que motivou o processo de mudança na liderança, por exemplo.

De acordo com um estudo da PwC, um número cada vez maior de CEOs deixa a sua posição devido a questões éticas. Num artigo publicado no site CEO World, Andrew Chastain, presidente e CEO da WittKieffer, sublinha que a rotatividade a que temos assistido não seria de esperar tendo em conta o clima relativamente forte que se faz sentir no mundo dos negócios. No entanto, além dos problemas éticos (acusações de assédio sexual, por exemplo), estará a ser exigido aos CEOs padrões de desempenho mais exigentes.



Destaque ainda para uma mudança na mentalidade dos próprios CEOs: já serão poucos os que esperam passar 10 ou 15 anos na cadeira de director executivo. Cinco a sete anos é um período mais de acordo com as expectativas actuais.

Com todas estas questões como pano de fundo, Andrew Chastain considera crucial obter respostas para estas quatro perguntas:

1 – O que levou à transição?

Quando uma empresa dá início ao processo de recrutamento para encontrar um novo CEO, é normal que os candidatos queiram saber as circunstâncias em que o antigo responsável partiu. É, por isso, importante pedir à administração uma descrição da situação e, caso se consiga o cargo, solicitar dicas sobre como melhorar o cenário actual. Transição é sempre sinónimo de incerteza, independentemente de se tratar de uma mudança abrupta ou planeada.

Caso o motivo do recrutamento seja a reforma do CEO anterior, também será fundamental perceber se o profissional continuará de alguma forma ligado à organização. Os novos CEOs não costumam gostar de ter alguém a vigiar os seus passos.

O conselho do presidente e CEO da WittKieffer passa por contactar o antigo CEO e tentar estabelecer uma boa relação;

2 – A administração tem um plano estratégico ou quere desenvolver um?

A segunda pergunta a fazer ajudará a perceber o que é esperado do novo CEO. Segundo Andrew Chastain, a maioria dos candidatos ao cargo não gosta da ideia de a organização já ter um plano estratégico delineado, uma vez que preferem estabelecer a sua própria agenda. Se possível, os candidatos devem indicar desde as primeiras entrevistas que tencionam ter uma palavra a dizer na forma como o futuro é desenhado;

3 – Qual é o ponto forte da equipa de liderança?

A empresa não é apenas o CEO e, tendo em conta as responsabilidades que este cargo envolve, é necessário garantir que a equipa que o rodeia é forte. São pessoas com experiência e com competências capazes de responder aos desafios actuais? É uma equipa diversa? Tem um plano de sucessão na gaveta?

Para ter uma noção da equipa, Andrew Chastain aconselha a que os candidatos peçam uma oportunidade para conhecer e falar com cada um dos profissionais com quem irão trabalhar;

4 – Qual é a tolerância ao risco da administração?

De um novo CEO são esperadas novas ideias, inovação e, como consequência, algum risco. Mas estará a administração disponível para aceitar esse risco? Qual é a tolerância para seguir por novos caminhos? Para descobrir a resposta a estas perguntas, o melhor é mesmo abordar o tema durante as entrevistas com a empresa, até porque existem oportunidades que só podem ser aproveitadas na companhia de algum nível de risco.

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