Zelensky pede ao Ocidente mais agilidade no envio de armas: “Prolongar tomadas de decisão pode dar mais possibilidades ao Kremlin”

Para o líder russo, é importante que se “aja imediatamente” porque “não há nenhuma alternativa a não ser a vitória da Ucrânia frente à Rússia”.

Beatriz Maio
Fevereiro 17, 2023
13:16

O presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky discursou, esta sexta-feira, na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, onde voltou a apelar a mais apoio por parte dos líderes mundiais.

“Prolongar mais uma tomada de decisão pode dar mais possibilidades ao Kremlin”, frisou Zelensky ao solicitar o envio de mais armamento por parte da Europa que, a seu ver, também se encontra sob ameaça russa.

Para o líder russo, é importante que se “aja imediatamente” porque “não há nenhuma alternativa a não ser a vitória da Ucrânia frente à Rússia”. Assim sendo, o líder ucraniano defendeu que existe uma maior possibilidade do conflito terminar, se a Europa atuar mais depressa.

Ao falar para a plateia de líderes, o presidente da Ucrânia comentou que “a agressão russa tornou-se pior desde que houve possibilidade de a Ucrânia aderir à NATO”, o que leva Zelensky a acreditar que “não há nenhuma alternativa a não ser a vitória da Ucrânia frente à Rússia” e a apelar, mais uma vez, à unidade de todos, mais especificamente à NATO e à União Europeia (UE).

“Temos de nos libertar do agressor para que o mundo se torne livre e possa ter liberdade económica”, destacou referindo-se tanto à Ucrânia como à Europa. “A liberdade tem de ser o grande objetivo”, salientou o líder ucraniano ao justificar que esse deve ser o motivo para que todos lutem nesta altura.

Como não podia deixar de ser, Zelensky enalteceu a resiliência e coragem por parte do povo ucraniano, dando como exemplo esta atitude para “todos os países que defendem a democracia”. Outro dos aspetos que o presidente ucraniano chamou à atenção foi o facto de esta ofensiva militar especial, como apelida a Rússia, servir como força para outros países que pretendam seguir o exemplo do presidente russo Vladimir Putin. 

No final do seu discurso, o presidente do país invadido sugeriu que, para o ano, esta Conferência de Segurança se realize em Kiev, capital da Ucrânia, de onde Zelensky esteve a discursar em videoconferência, esta manhã.

A ofensiva militar russa começou dia 24 de fevereiro de 2022 na Ucrânia e a Rússia com o presidente da Rússia Vladimir Putin, a justificar com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para a segurança do seu país, ataque que foi condenado pela generalidade da comunidade internacional que tem respondido com sanções.

Mais de sete mil civis morreram e cerca de 12 mil ficaram feridos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) que alerta para o facto de os números reais serem muito superiores.

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