Venezuela: Trump vai encontrar-se com Corina Machado já esta quinta-feira, confirma Casa Branca

A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prémio Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, vai encontrar-se esta quinta-feira com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca.

Pedro Gonçalves
Janeiro 12, 2026
18:23

A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prémio Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, vai encontrar-se esta quinta-feira com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. A informação está a ser avançada pela imprensa internacional, que cita fonte oficial da Casa Branca. O encontro, recorde-se, acontece pouco mais de uma semana depois da captura de Nicolás Maduro numa operação militar norte-americana.

O encontro surge na sequência de declarações feitas pelo próprio Donald Trump na semana passada, numa entrevista à Fox News, em que confirmou que iria receber María Corina Machado em Washington. Na ocasião, o presidente norte-americano afirmou estar “ansioso” por a cumprimentar e sublinhou que seria uma “grande honra” receber o Prémio Nobel da Paz que a dirigente venezuelana afirmou querer entregar-lhe.

Em entrevista ao jornalista Sean Hannity, Donald Trump revelou que o encontro estava previsto para esta semana. “Sei que ela virá na próxima semana e estou ansioso por poder cumprimentá-la”, disse o presidente dos Estados Unidos, referindo-se diretamente a María Corina Machado.

O chefe de Estado norte-americano comentou também as intenções da líder da oposição venezuelana relativamente ao Prémio Nobel da Paz que lhe foi atribuído em 2025. “Será uma grande honra [recebê-lo]”, afirmou Trump, reagindo à possibilidade de o prémio lhe ser entregue ou partilhado.

Apesar destas declarações, a Casa Branca não avançou, até ao momento, mais detalhes sobre o encontro, nem esclareceu quais os temas que estarão em cima da mesa, segundo refere o Washington Post.

O anúncio da reunião acontece poucos dias depois da captura de Nicolás Maduro, numa operação militar conduzida pelos Estados Unidos. A operação foi amplamente elogiada por María Corina Machado, que classificou a acção como “histórica” e determinante para o futuro político da Venezuela.

Numa entrevista à Fox News, a dirigente venezuelana afirmou que tenciona regressar ao país “o mais rapidamente possível”, apesar de reconhecer que o presidente norte-americano não apoia o seu projecto político para a Venezuela.

Na mesma entrevista, a vencedora do Prémio Nobel da Paz 2025 destacou a importância da operação liderada pelos Estados Unidos e reforçou a intenção de partilhar o prémio com Donald Trump. “Gostaria de poder dizer-lhe pessoalmente que nós, o povo venezuelano — porque é um prémio do povo venezuelano — queremos absolutamente entregá-lo e partilhá-lo com ele. O que fez é histórico. É um passo enorme para uma transição democrática”, afirmou.

Apesar dos elogios de María Corina Machado, Donald Trump tem reiterado que não apoia o projeto político da líder da oposição venezuelana. O presidente dos Estados Unidos afirmou publicamente que Corina Machado não está qualificada para liderar o país e sublinhou que a realização de eleições na Venezuela não faz parte da agenda de Washington.

Segundo a Agência France Presse, Trump não terá ultrapassado o facto de María Corina Machado ter sido distinguida com o Prémio Nobel da Paz no ano passado. Essa insatisfação voltou a ser expressa na entrevista à Fox News, onde o presidente norte-americano criticou diretamente a Noruega.

“Esta é a posição do comité (que atribui o Prémio Nobel da Paz). (…) É muito embaraçoso para a Noruega. Se tiveram alguma coisa a ver com isso ou não. Penso que tiveram. Dizem que não. Mas quando se acaba com oito guerras, deve-se ganhar um prémio por cada uma delas”, afirmou Donald Trump, reiterando um número que especialistas em relações internacionais consideram fantasioso.

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