Várias empresas em todo o mundo estão a tentar colocar um ponto final, na utilização de amoníaco em fertilizantes, um material responsável por aproximadamente 1,8% das emissões de dióxido de carbono, em todo o globo, conforme revelam os dados da The Royal Society.
Esta segunda-feira, três empresas norueguesas Statkraft, Aker Clean Hydrogen e Rio Yara assinaram um protocolo, que visa a criação de uma joint venture, que preparará o lançamento de um “amoníaco verde”:
Para além da função ferilizante, as três empresas acreditam que este material, cuja a composição ainda não foi anunciada, “tem potencial para ser um combustível promissor e livre de carbono, destinado ao setor marítimo”.
Em declarações à CNBC, Svein Tore Holsether, CEO da Rio Yara explicou ” que a tecnologia necessária para esta solução já existe, só trabalhar, para que a sua utilização seja amplamente difundida nos setores agrícola e das energias renováveis”.
Holsether acredita que até que o projeto entre em pleno funcionamento serão necessários, “entre cinco a sete anos”.
Na Austrália, Yara também está a trabalhar com a ENGIE no desenvolvimento de uma fábrica que produzirá hidrogénio e amoníaco verdes. O projeto é apoiado por uma subvenção de 42,5 milhões de dólares australianos (29 milhões de euros), atribuídos por Camberra.
Na semana passada, o gigante BP apresentou um estudo de mercado, apoiado pela Australian Renewable Energy Agency que prova “que já era viável produzir hidrogénio e amoníaco verdes, na Austrália”.