Um novo CEO é sinónimo de despedimentos? Nem sempre

No ano passado, quando Enrique Lomas foi nomeado CEO da HP, um outro anúncio foi feito ao mercado: a empresa iria cortar entre sete e nove mil postos de trabalho no prazo de três anos. Na altura, o novo responsável explicava a onda de despedimento com a necessidade de avançar para o capítulo seguinte da empresa. No entanto, nem sempre tem de ser assim, tal como sublinha a CNN.

Histórias como esta fazem com que os colaboradores temam a chegada de um novo líder, receando que o seu cargo possa estar em perigo.

Mas, Jane Stevenson, vice chair da Jorn Ferry, garante que «um novo CEO não é equivalente a despedimentos». Em declarações à mesma publicação, explica que «um novo CEO é equivalente a uma avaliação de como melhor posicionar a empresa para que trabalhe hoje e colha resultados amanhã».

São, por isso, expectáveis algumas mudanças, mas, habitualmente, no topo da hierarquia. O CEO precisará de uma equipa executiva na qual possa confiar e com a qual trabalhe sem problemas. Ainda assim, não é recorrente que toda a administração seja substituída.

Os casos em que os despedimentos mais alargados são mais comuns correspondem a empresas que não se encontrem de boa saúde financeira. Em situações deste tipo, a solução poderá passar mesmo por uma reestruturação – que tanto poderá significar despedimento como realocação de recursos em áreas que o novo CEO considera mais lucrativas.

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