Esta segunda-feira é conhecido o último Prémio Nobel de 2025, mais concretamente o da Economia – oficialmente denominado Prémio do Banco da Suécia para as Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel.
O Nobel de Economia 2025 tem as apostas em aberto para os possíveis vencedores. Prémios como a medalha John Bates Clark – para economistas de destaque abaixo dos 40 anos – e a lista daa empresa Clarivate são considerados bons termómetros para a seleção de nomes. Em geral, porém, pode levar alguns anos para que alguns dos economistas que aparecem nessas listas possam, eventualmente, serem os escolhidos.
Thomas Piketty, Emmanuel Saez, Gabriel Zucman, Carmen Reinhart, Robert J. Barro, David Autor, e Lawrence F. Katz estão entre os nomes que aparecem em diferentes relações como possíveis vencedores do Nobel de Economia deste ano.
O levantamento da empresa seleciona possíveis vencedores do Nobel a partir de citações em publicações académicas e análises de especialistas. No site, a empresa explica que não busca prever os vencedores do Nobel para um ano específico, mas destacar investigadores cujos trabalhos sejam da “classe de um Nobel” e mereçam reconhecimento global.
Recorde os últimos dez vencedores do Nobel da Economia
2024 – Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson: pelas suas pesquisas sobre como as instituições políticas e económicas influenciam o desenvolvimento e a prosperidade dos países.
2023 – Claudia Goldin: pela sua análise histórica da desigualdade salarial entre homens e mulheres e sua contribuição para a compreensão da participação das mulheres no mercado de trabalho.
2022 – Ben Bernanke, Douglas Diamond e Philip Dybvig: pelas suas pesquisas sobre o papel dos bancos na economia e como eles podem contribuir para a estabilidade financeira, especialmente durante crises bancárias.
2021 – David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens: pelas suas contribuições metodológicas ao uso de experimentos naturais para identificar relações causais em estudos econ´pmicos.
cps.fgv.br
2020 – Paul Milgrom e Robert Wilson: pelas suas melhorias na teoria dos leilões e pela invenção de novos formatos de leilões, aplicados em mercados como telecomunicações e energia.
2019 – Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer: pela sua abordagem experimental para entender a pobreza e testar políticas eficazes para combatê-la.
2018 – William D. Nordhaus e Paul M. Romer: Por integrar estudos sobre mudança climática e inovações tecnológicas com a análise macroeconómica, promovendo um crescimento económico sustentável.
2017 – Richard H. Thaler: pelas suas contribuições à economia comportamental, incorporando insights psicológicos à análise económica, especialmente em decisões de consumo e poupança.
2016 – Oliver Hart e Bengt Holmström: pelas suas contribuições à teoria dos contratos, analisando como os contratos podem ser estruturados para alinhar incentivos entre as partes envolvidas.
2015 – Angus Deaton: pelo seu trabalho sobre consumo, pobreza e bem-estar, fornecendo insights sobre como as pessoas tomam decisões de consumo e como isso afeta a qualidade de vida.














