O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai reunir‑se com executivos das principais empresas petrolíferas americanas esta sexta‑feira na Casa Branca. O encontro, confirmado por autoridades da administração e pela porta‑voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, centra‑se na oportunidade de reavivar o setor petrolífero da Venezuela nascido da recente intervenção militar que derrubou o presidente venezuelano Nicolás Maduro.
A reunião surge no contexto de um ambicioso plano do Governo Trump para impulsionar a produção de crude venezuelano, que possui algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, e integrá‑la no mercado global com participação reforçada de empresas americanas. Representantes de gigantes como Chevron, Exxon Mobil e ConocoPhillips são esperados na Casa Branca para discutir investimentos, garantias legais e estratégicas para operar na Venezuela após décadas de nacionalizações e abandono da infraestrutura energética daquele país.
Segundo as autoridades americanas, grande parte da agenda será dedicada a avaliar formas de revitalizar os campos petrolíferos venezuelanos, que viram a produção descer de mais de três milhões de barris por dia para menos de um milhão devido a anos de falta de investimento e sanções. A administração tem defendido que, com tecnologia, capital e acesso aos mercados internacionais, a produção poderia crescer de forma significativa em menos de dois anos.
O encontro acontece numa altura em que o Governo dos EUA também negocia a transferência de 30 a 50 milhões de barris de petróleo venezuelano para o mercado americano, sob a alegação de venda a preços de mercado com receitas controladas pelos Estados Unidos. Trump afirmou que esta operação visa beneficiar simultaneamente os americanos e os venezuelanos, embora autoridades venezuelanas interinas tenham contestado publicamente alguns aspetos das exigências e termos propostos.
Além do impulso económico, a reunião desta sexta‑feira tem forte dimensão geopolítica: os Estados Unidos pretendem reduzir a influência de rivais como China, Rússia, Irão e Cuba no setor energético venezuelano, negociando parcerias que favoreçam empresas e interesses dos EUA e consolidando o controlo de reservas estratégicas. Alguns analistas internacionais sublinham, no entanto, que os desafios técnicos e legais associados à reconstrução da infraestrutura petroleira venezuelana são substanciais, e que as garantias exigidas pelas empresas podem condicionar o avanço dos projetos.
O encontro de hoje será observado de perto pelos mercados globais de energia, que têm reagido com volatilidade às recentes notícias relacionadas com a captura de Maduro, o controlo pelo Governo dos EUA sobre o setor petrolífero venezuelano e as expectativas de recuperação da produção. Os resultados e os compromissos anunciados após a reunião poderão ter impacto direto nos preços do crude e nas decisões de investimento das maiores petrolíferas internacionais.














