Trump foi longe demais na repressão da imigração – sondagem

Washington, 1 3 fev 2026 (Lusa) – Seis em cada 10 adultos dos EUA pensam que Donald Trump foi “longe demais” ao enviar agentes da imigração para várias cidades, apurou uma sondagem AP-NORC, que também identificou um desconforto crescente entre os independentes com estas táticas.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 13, 2026
0:31

Washington, 1 3 fev 2026 (Lusa) – Seis em cada 10 adultos dos EUA pensam que Donald Trump foi “longe demais” ao enviar agentes da imigração para várias cidades, apurou uma sondagem AP-NORC, que também identificou um desconforto crescente entre os independentes com estas táticas.


A forma como Trump está a gerir o dossier da imigração está a causar também um afastamento em relação aos republicanos.


Cerca de três em cada 10 adultos consideram que os republicanos podem fazer um melhor trabalho neste assunto, tantos quantos pensam o mesmo dos democratas, enquanto outros tantos entendem que nenhum dos dois partidos faria melhor.


A sondagem é apresentada quando os EUA constatam o impacto humano da repressão de Trump em Minneapolis, onde milhares de agentes, fortemente armados e com o rosto tapado, entraram na cidade em busca de imigrantes indocumentados.


Na quinta-feira, o governo de Trump anunciou que iria acabar a operação nesta cidade, argumentando que estava mais segura.


Durante a sua presença na cidade, houve confrontos violentos com manifestantes, com os agentes federais a matarem inclusive duas pessoas.


Enquanto nove em cada 10 democratas e sete em cada 10 independentes consideram que Trump “foi longe demais”, entre os republicanos esta opinião e partilhada por um em quatro inquiridos.


Por outro lado, a sondagem mostra que a aprovação do desempenho de Trump no assunto é de 38% entre os adultos, mas baixa para 36%, quando se pergunta a forma como vê o exercício do mandato presidencial em geral.


De resto, a percentagem de aprovação de Trump tem declinado desde o início do seu segundo mandato.


Historicamente, estes valores levam os membros do partido do presidente a distanciar-se, em particular perante a aproximação de eleições de meio mandato.


 

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