O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que viajará a Pequim em abril do próximo ano, após uma conversa telefónica que classificou como “excelente” com o seu homólogo chinês, Xi Jinping. Na mensagem publicada na sua rede ‘Truth Social’, Trump afirmou que ambos discutiram temas como Ucrânia, Rússia, fentanil, soja e outros produtos agrícolas, reforçando que a ligação deu continuidade à reunião realizada três semanas antes na Coreia do Sul.
Trump revelou que aceitou o convite feito por Xi para visitar Pequim e que, em resposta, convidou o líder chinês para uma futura visita de Estado a Washington, ainda este ano. Trata-se do primeiro convite deste tipo emitido por Trump no seu segundo mandato, representando o nível mais elevado de honras protocolares na Casa Branca, com cerimónias formais e jantar de Estado. O presidente americano sublinhou que a relação entre os dois países é “extremamente forte” e que ambas as partes fizeram “progressos significativos” desde o último encontro em Busan.
Taiwan domina comunicação chinesa
De acordo com informações divulgadas pela agência estatal chinesa ‘Xinhua’, Xi Jinping aproveitou a chamada para reiterar que o retorno de Taiwan à China constitui uma “parte importante” da ordem internacional estabelecida após a II Guerra Mundial. As declarações surgiram dias depois de Pequim ter advertido Washington, classificando Taiwan como “linha vermelha inviolável”, na sequência da aprovação americana para a possível venda de peças e componentes destinados a aeronaves militares, num valor total de 330 milhões de dólares. Pequim reafirmou que considera a ilha uma “parte inalienável” do território chinês e que não exclui o uso da força para alcançar a reunificação.
A questão taiwanesa não fez parte da agenda do encontro entre Trump e Xi a 30 de outubro, em Busan, onde os dois líderes acertaram a redução de tarifas aplicadas pelos Estados Unidos à China, a suspensão das restrições chinesas à exportação de terras raras e um acordo sobre a compra de soja americana.














