‘Terceiro, quarto, quinto mandato, 4EVA’…: Trump ameaça ficar na Casa Branca até 2048 e além

Numa publicação provocatória para os democratas, o presidente americano indicou que pode concorrer à Casa Branca “4EVA”

Francisco Laranjeira
Outubro 20, 2025
13:34

Donald Trump ‘ameaçou’, num post na ‘Truth Social’, este domingo, com a possibilidade de abolir os limites de mandato para se agarrar ao poder. Numa publicação provocatória para os democratas, o presidente americano indicou que pode concorrer à Casa Branca “4EVA”.

No vídeo, é possível ver-se uma capa falsa da revista ‘Time’ com a manchete “Como o trumpismo sobrevive a Trump”, que é ampliada para revelar uma série de placas de jardim com os futuros slogans de campanha “Trump 2028”, “Trump 2036” e por aí em diante, tudo ao som do sinistro “No salão do Rei da Montanha”, de Edvard Grieg.

Os cartazes seguem para um último, brandido pelo próprio presidente, com a inscrição “Trump 2048”, que avança ao longo dos anos eleitorais, chegando ao ano 90.000 antes de revelar a mensagem: “Trump 4EVA”.

O verdadeiro argumento do presidente, no entanto, destacaram os britânicos do ‘The Independent’, parece ser que o seu movimento MAGA perdurará por muito tempo após a sua saída. O seu post provocatório também pode ter sido direcionado aos protestos “No Kings” realizados nos EUA este fim de semana, em protesto contra o uso de poder pelo presidente desde que regressou à Casa Branca.

A 22ª Emenda da Constituição dos EUA limita um presidente a não mais do que dois mandatos na Casa Branca, o que significa que Trump não pode concorrer novamente em 2028.

No entanto, isso não o impediu de repetidamente provocar a perspetiva de cumprir um terceiro mandato, principalmente durante uma reunião recente com os líderes democratas do Congresso, Hakeem Jeffries e Chuck Schumer, no Salão Oval, quando foram exibidos bonés com “Trump 2028” na Mesa Resolute como uma provocação.

Na prática, conseguir que uma emenda constitucional seja aprovada no Congresso para eliminar os atuais limites de mandatos presidenciais seria uma tarefa difícil, mesmo para Trump.

Uma proposta de emenda constitucional exige uma maioria de dois terços tanto na Câmara dos Representantes como no Senado, onde os republicanos atualmente detêm uma pequena maioria — um equilíbrio que pode mudar após as eleições de meio de mandato do ano que vem.

Ratificar tal emenda, se aprovada pelo Congresso, exigiria a aprovação de três quartos de todas as legislaturas estaduais.

No entanto, os democratas soaram o alarme, com o governador da Califórnia, Gavin Newsom, por exemplo, a indicar que teme “que não teremos eleições em 2028 — digo isso do fundo da minha alma — a menos que acordemos para o código vermelho do que está a acontecer neste país e acordemos sobriamente para o quão sério é este momento”.

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