Temperaturas podem descer na 2ª quinzena de agosto… se os furacões deixarem. Saiba o que esperar

O que coloca a questão: quando é que finalmente vão baixar as temperaturas? Segundo os especialistas, os modelos meteorológicos apontam para cenários incertos

Executive Digest
Agosto 13, 2025
10:51

A segunda quinzena de agosto costuma trazer, em regra, uma descida das temperaturas, sobretudo devido à redução da intensidade e duração do sol, indicou esta quarta-feira o site meteorológico ‘Luso Meteo’. No entanto, 2025 tem sido um ano atípico no estado do tempo – o calor é mais prolongado, as descidas de temperaturas não são mais do que quedas para os valores normais, sendo que não se registaram dias com temperaturas abaixo da média.

O que coloca a questão: quando é que finalmente vão baixar as temperaturas? Segundo os especialistas, os modelos meteorológicos apontam para cenários incertos, o que complicam as previsões. No entanto, é possível uma descida efetiva da temperatura a partir do dia 17 (próximo domingo), sendo que o calor intenso deve regressar por volta dos dias 21 ou 22.

Esta onda de calor é histórica – não há outra forma de a analisar – em alguns locais durando, efetivamente, toda a primeira quinzena de agosto, noutros a vir já desde julho. Em alguns locais a duração da mesma irá rondar cerca de 18 a 20 dias, aparentemente, Em termos de intensidade, em média, poderá ser também a mais expressiva, embora não tenha havido, no geral, extremos absolutos de temperatura.

Isto deve-se ao facto de a dorsal africana ter ‘estacionado’ sobre Portugal continental, com uma massa de ar quente praticamente estática – sobretudo, ainda com fim incerto. No entanto, destacou o site, é muito provável uma descida de temperatura após o dia 18 (isto depois de um pico intenso de calor no Algarve entre dias 17\18, devido a uma intensificação do fluxo Norte), também parece possível que as temperaturas voltem a subir depois, por volta de dias 22\23.

Contudo o efeito dos furacões será evidente – primeiro o superfuracão ‘Erin’, com trajetória incerta, terá uma palavra a dizer na posição do anticiclone dos Açores, que é, obviamente, o grande fator que influencia estas previsões.

Será que o ciclone irá continuar o trajeto para Oeste, em direção aos EUA, ou curvar rapidamente para Norte, e afastar-se? Para já o cenário 2 parece mais provável, e aí entra a incerteza – pois começa a interagir com o anticiclone dos Açores, provavelmente, por volta de dia 20 em diante, com efeitos imprevisíveis!

Um furacão intenso no Atlântico, nesta altura do ano, caso se posicione numa latitude próxima aos Açores, irá, quase certamente, levar a um reforço do anticiclone e da dorsal africana novamente – havendo, assim, uma probabilidade de 50% de novo episódio de calor após dias 22\23.

Já a descida de temperatura após os dias 17\18 também será influenciada pela já referida perturbação perto da costa leste dos EUA: caso se desenvolva pode também seguir um caminho para perto dos Açores – podendo assim, também ela, criar condições para que a dorsal africana do anticiclone resista sobre a Península Ibérica.

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