O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou esta segunda-feira que os Estados Unidos têm um submarino nuclear posicionado na costa da Rússia depois de Vladimir ter indicado que a Rússia testou um novo míssil de cruzeiro movido a energia nuclear capaz de perfurar qualquer escudo de defesa.
Recorde-se que o presidente russo apontou, este domingo, que o Kremlin testou com sucesso o seu míssil Burevestnik, uma arma com capacidade nuclear, e que vai avançar na sua implementação. Segundo Moscovo, o 9M730 Burevestnik (pássaro da tempestade em russo) voou por 14.000 km.
Questionado no ‘Air Force One’ sobre o teste do míssil, Trump disse que os Estados Unidos não precisavam voar tão longe, pois tinham um submarino nuclear na costa da Rússia. “Eles sabem que temos um submarino nuclear, o melhor do mundo, bem perto da costa deles, então, quero dizer, ele não precisa percorrer 12.880 quilómetros”, disse Trump aos jornalistas.
“A propósito, também não acho apropriado que Putin diga algo assim: deveriam acabar com a guerra, a guerra que deveria ter durado uma semana agora está no… seu quarto ano, é isso que deveriam fazer em vez de testar mísseis.”
Burevestnik concluiu testes finais
O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou este domingo o sucesso do teste final de um míssil de cruzeiro com propulsão nuclear, elogiando esta arma “única” com um alcance de até 14.000 quilómetros, em resposta ao escudo antimísseis dos Estados Unidos da América (EUA) e da possibilidade de Washginton entregar mísseis Tomahawk à Ucrânia.
“Os testes decisivos estão agora concluídos”, disse Vladimir Putin num vídeo divulgado pelo Kremlin, durante uma reunião com responsáveis militares, ordenando que se comecem a “preparar as infraestruturas para colocar esta arma ao serviço nas forças armadas” russas.
Segundo garantiu o líder russo, o Burevestnik (pássaro da tempestade em russo) tem um “alcance ilimitado” e “é uma criação única que mais ninguém no mundo possui”.
“Confirmámos a fidedignidade do sistema de armas nucleares russas e as forças estratégicas capazes de garantir a segurança da Federação Russa e o Estado Soviético”, disse também Vladimir Putin, que elogiou a “modernidade” e a “capacidade de inovação” dos equipamentos de guerra russos.
Durante o último teste, em 21 de outubro, o míssil Burevestnik permaneceu no ar “cerca de 15 horas”, sobrevoando 14.000 quilómetros, precisou o chefe do Estado-Maior russo, Valeri Gerasimov, frisando que “este não é um limite” para este armamento. “As características técnicas do Burevestnik permitem utilizá-lo com precisão garantida contra locais altamente protegidos situados a qualquer distância”, afirmou.
Vladimir Putin anunciou em 2018 o desenvolvimento pelo exército russo destes mísseis, capazes, segundo ele, de superar praticamente todos os sistemas de interceção.
Segundo Valery Gerasimov, “durante o seu voo, o míssil completou todas as manobras verticais e horizontais”, demonstrando assim “as suas grandes possibilidades na hora de eludir os sistemas antiaéreos e antimísseis”.
O líder russo destacou que se trata de “uma peça de armamento única que mais ninguém tem no mundo” e lembrou que especialistas do mais alto nível previram que tal projeto era “irrealizável”.
“E agora concluímos os testes finais”, afirmou orgulhosamente, acrescentando ser preciso construir a infraestrutura necessária para a sua implantação e colocá-lo ao serviço das Forças Armadas, para o que ainda há “muito trabalho pela frente”.
Vladimir Putin anunciou pela primeira vez em outubro de 2023 um teste bem-sucedido com o Burevestnik, um míssil envolto em controvérsia devido aos numerosos testes falhados realizados no final da década passada.
A Rússia decidiu avançar com o desenvolvimento desses mísseis quando os EUA abandonaram, em 2001, o tratado antimísseis, assinado por Moscovo e Washington em plena Guerra Fria (1972), para criar o seu próprio escudo antimísseis.
O presidente russo dirigiu na semana passada manobras das forças nucleares russas por terra, mar e ar, logo após o cancelamento da cimeira de Budapeste com o seu homólogo dos EUA, Donald Trump, devido à recusa de Moscovo em cessar as hostilidades na Ucrânia.













