O teletrabalho parece ter conquistado o seu lugar ao sol. Aos poucos, o mundo rendeu-se ao digital e a pandemia do novo coronavírus SARS-CoV-2, responsável por provocar a Covid-19, pode mesmo vir a ser o catalisador que faltava para alavancar o trabalho remoto, considera Luke Templeman, do banco alemão Deutsche Bank, no relatório “Life after covid-19” (“A vida depois do covid-19”, em português).
No futuro, prevê-se que entre 30 a 50% dos profissionais continuem a trabalhar a partir de casa. Um inquérito do Deutsche Bank revela que, quase metade das pessoas acredita que, a curto prazo, trabalhará a partir de casa, pelo menos um dia por semana». Mais de metade (60%) defende, aliás, que é tão produtivo em casa como no escritório.
Para os trabalhadores, os benefícios do teletrabalho são óbvios: maior flexibilidade, mais tempo com a família e menos deslocações diárias. Todavia, Templeman defende que são precisos «incentivos» para abranger mais organizações, quer para os patrões como para os trabalhadores.
O especialista do banco alemão faz também notar que o trabalho remoto é um entrave à interacção humana, essencial em funções que exigem um elevado nível de comunicação.
Luke Templeman lembra também que, para podermos trabalhar fora dos escritórios, as nossas casas terão de ser maiores, o que, no limite, pode empurrar parte da população das cidades para os arredores. «Trabalhar a partir de casa pode contribuir para um ciclo virtuoso de desurbanização que ajude a prevenir, ou pelo menos atenuar, a próxima pandemia», defende.














