O Kremlin confirmou a existência de um cessar-fogo energético entre a Rússia e a Ucrânia, na sequência de um pedido direto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas deixou claro que o acordo tem um prazo muito limitado. Segundo Moscovo, a Rússia comprometeu-se a suspender os ataques às infraestruturas energéticas ucranianas apenas até 1 de fevereiro, estabelecendo assim uma nova data-limite para a trégua.
A confirmação foi feita pelo porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, que explicou que a decisão de Moscovo de se abster de ataques contra a Ucrânia até essa data surgiu após um apelo de Donald Trump. De acordo com Peskov, o objetivo do cessar-fogo é “criar condições favoráveis para negociações”, sublinhando que se trata de uma medida temporária e condicionada.
A informação surge num contexto de condições meteorológicas extremas, uma vez que, após o fim do cessar-fogo energético, a Ucrânia deverá enfrentar temperaturas que podem atingir os menos 28 graus Celsius. O impacto de eventuais ataques às infraestruturas energéticas durante este período de frio intenso é considerado particularmente crítico para a população civil.
Na quinta-feira, 29 de janeiro, começaram a circular nas redes sociais informações sobre uma alegada suspensão dos ataques russos às infraestruturas energéticas da Ucrânia. Segundo essas indicações, as forças russas teriam sido instruídas a não atacar instalações energéticas em Kyiv e na região envolvente, bem como noutras zonas do país. Em paralelo, surgiram relatos de que o acordo poderia ser bilateral e estender-se até 3 de fevereiro, estando associado a uma nova ronda de negociações entre a Rússia e a Ucrânia prevista para 1 de fevereiro.
Posteriormente, Donald Trump afirmou publicamente que tinha apelado pessoalmente ao presidente russo, Vladimir Putin, para que suspendesse temporariamente os ataques às cidades ucranianas durante o período de frio severo, acrescentando que o líder do Kremlin teria concordado com o pedido. A informação foi corroborada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, que confirmou a existência de um cessar-fogo energético com a Rússia, referindo que o tema foi discutido em Abu Dhabi e manifestando a expectativa de que os compromissos agora assumidos sejam efetivamente cumpridos.




